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Vacina contra o Alzheimer: estudo tem resultados promissores na luta contra a doença

Um grupo de cientistas japoneses alcançou resultados animadores na primeira fase de testes de uma vacina com potencial para mudar o curso da doença de Alzheimer. O estudo, conduzido pela Escola de Medicina da Universidade Juntendo, em Tóquio, Japão, apresentou sua inovadora descoberta durante uma sessão científica da Associação Americana do Coração, no domingo, 30 de julho.

Novo enfoque: células cerebrais inflamadas

A vacina desenvolvida pelos pesquisadores japoneses tem como alvo as células cerebrais inflamadas associadas ao Alzheimer. Anteriormente, eles já haviam criado uma vacina eficaz em eliminar células senescentes – aquelas que estão envelhecidas e não funcionam adequadamente. Essas células são conhecidas por contribuírem para o desenvolvimento de diversas doenças relacionadas à idade, como aterosclerose e diabetes tipo 2.

Resultados promissores em camundongos

Os primeiros ensaios foram realizados em camundongos e apresentaram resultados animadores. A vacina foi eficaz em reduzir o número de células senescentes no cérebro dos animais. Além disso, os camundongos vacinados apresentaram menos placas amiloides – depósitos anormais de proteínas beta-amiloide que se acumulam no cérebro – e menos inflamação no tecido cerebral. Observou-se também melhorias no comportamento e na memória dos animais.

Próximo passo: testes em seres humanos

A equipe de pesquisadores agora espera avançar para os testes em seres humanos. O sucesso nessa próxima etapa seria um marco significativo para retardar a progressão da doença ou mesmo prevenir a doença de Alzheimer.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com demência em todo o mundo, sendo que entre 60% e 70% desses casos são de Alzheimer. Com o envelhecimento da população, estima-se que a demência afetará aproximadamente 78 milhões de pessoas nos próximos oito anos e 139 milhões até 2050.

Contudo, ainda há um caminho a percorrer antes que a vacina esteja disponível para uso generalizado, sendo necessários mais estudos e pesquisas. Os cientistas japoneses acreditam que suas descobertas podem oferecer uma esperança real para enfrentar esse desafiador problema de saúde global. A doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas e uma vacina eficaz poderia mudar a vida de muitas famílias em todo o mundo. Com informações do r7.

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