A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou nesta sexta-feira que oito indivíduos foram infectados por hantavírus em um surto associado a um navio de cruzeiro, sendo que três deles não sobreviveram. Desse total, seis casos foram confirmados e outros dois são considerados prováveis.
De acordo com a OMS, seis das infecções foram confirmadas como sendo o vírus Andes, uma variedade do hantavírus, após testes de PCR.
No momento em que o surto foi noticiado pela primeira vez, em 2 de maio, o navio contava com 147 passageiros e tripulantes a bordo, enquanto outras 34 pessoas já haviam deixado a embarcação.
Quatro pacientes continuam internados em unidades de saúde na África do Sul, Holanda e Suíça, enquanto um caso suspeito encaminhado para a Alemanha teve resultado negativo para a doença.
Em um informe à parte, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDCs) reafirmaram nesta sexta-feira que acompanham atentamente a situação dos viajantes norte-americanos que estão a bordo do cruzeiro.
O CDC anunciou que planeja realizar a retirada dos passageiros dos EUA do navio por meio de um voo de repatriação médica do governo americano com destino a Omaha, no estado de Nebraska.
Segundo a operadora Oceanwide Expeditions, há 17 cidadãos norte-americanos presentes na embarcação.
A embarcação partiu de Cabo Verde no dia 6 de maio e está rumo às Ilhas Canárias, na Espanha, local onde os passageiros devem desembarcar.
A OMS avaliou que o perigo para a população mundial em geral é reduzido, porém o risco para os passageiros e tripulantes do navio é considerado moderado.
A agência também informou que o primeiro caso pode ter contraído o vírus antes do embarque, possivelmente durante um deslocamento à Argentina e ao Chile, com a propagação subsequente tendo ocorrido dentro do navio.






