Café do Jacu e tradição italiana ganham destaque em roteiro pelo ES

A experiência promovida pelo ESTour no Espírito Santo levou convidados do Sebrae, PANROTAS, Azul Viagens, Embratur e Turismo 360 a conhecerem duas importantes iniciativas focadas na preservação ambiental: a Reserva Águia Branca e a Reserva Kaetés.

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Após o contato com a natureza, a programação se voltou para a dimensão cultural e histórica do estado. Na região de Pedreiras, a Fazenda Camocim se consolida como um dos principais exemplos de café especial no Brasil, transformando uma área que antes era degradada e considerada inadequada para o plantio em um sistema baseado em agrofloresta, produção orgânica e práticas biodinâmicas. O projeto, iniciado há cerca de 25 anos, não utiliza insumos químicos e hoje expande sua atuação para além do café, englobando também a produção de frutas, mel e outras culturas.

Um dos grandes atrativos da fazenda é o Café do Jacu, um produto de alto valor agregado que surgiu de maneira inusitada. Inicialmente considerada uma praga, a ave passou a integrar o processo produtivo: ao consumir os frutos mais maduros e excretar os grãos, origina um café raro, de produção limitada e com teor reduzido de cafeína. Esse café conquistou espaço no mercado internacional e, atualmente, sua presença vem crescendo também no Brasil.

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Além da produção agrícola, a fazenda aposta em experiências turísticas, como degustações guiadas que exploram diferentes perfis de café e harmonizações, fortalecendo sua posição no segmento de cafés especiais.

Herança italiana em destaque

Em Venda Nova do Imigrante, a Casa Nostra aposta na valorização da memória da imigração italiana como estratégia para reforçar a identidade local e engajar a comunidade. A proposta ultrapassa o conceito de uma exposição tradicional: o espaço reúne acervos familiares, reconstruções arquitetônicas e atividades participativas para transformar a história em uma experiência vívida.

A experiência se torna ainda mais marcante com a recriação de duas casas italianas, que foram desmontadas e remontadas no local, permitindo que os visitantes vivenciem ambientes como sala, quarto e cozinha, compreendendo aspectos do cotidiano dos imigrantes. É nesse espaço que a proposta se torna mais interativa: os participantes assumem um papel ativo na narrativa ao preparar receitas tradicionais, como biscoitos e polenta.

A gastronomia é um dos alicerces do projeto. Pratos típicos como a polenta e o socol surgem como elementos de identidade e memória, conectados a tradições da região, como a Festa da Polenta, organizada por voluntários, e a Serenata Italiana, que percorre as casas com música e vinho, fortalecendo os laços comunitários.

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