Se tem uma coisa que a Cassandra Clare sabe fazer, é destruir o nosso emocional e fazer a gente pedir por mais. Acabei de fechar Dama da Meia-Noite e, sério, eu precisava colocar para fora tudo o que estou sentindo. Como uma leitora que cresceu acompanhando esse universo, ver a dinâmica dos Caçadores de Sombras em Los Angeles foi uma experiência completamente nova.
Emma Carstairs: Uma Protagonista que “Sabe onde está”
Muita gente ama a Clary, mas, sendo sincera? Eu acho ela bem chatinha. A Emma já chegou ganhando meu coração. Tem uma diferença de idade aí — a Clary começou com 15, a Emma tem 17 — e isso muda muito o jeito dela agir. Diferente da Clary, que caiu de paraquedas no Mundo das Sombras, a Emma já nasceu nele. Ela já tem as questões dela, já sabe como as coisas funcionam e o jeito que ela pensa é muito mais maduro.
E a questão dos pais dela? Achei genial. Não é algo que trava a vida dela todo santo dia, mas é algo que está ali, latente. Ela vive a vida dela, mas, surgiu uma brecha? Ela vai atrás da verdade. É uma motivação constante, mas não paralisante, e eu achei isso muito real.
Julian Blackthorn: O Peso de um Mundo nos Ombros
Gente, o Julian… que personagem complexo! É doido parar para pensar que ele tem 17 anos, mas, na prática, ele é pai de quatro crianças. Ele tem que lidar com os dramas dele, com a guerra dele e ainda gerenciar um Instituto inteiro e a criação dos irmãos.
Às vezes você lê e pensa: “Nossa, por que ele está fazendo isso?”. Mas aí você para, respira e entende. Quando você está sobrecarregado desse jeito, você não escolhe a “melhor” forma de agir, você escolhe a forma que dá para pensar naquela hora. Ele tem tantas camadas que eu sinto que ainda não vi nem metade do que esse garoto é capaz.
Parabatai: Esqueça tudo o que você viu antes
A gente está acostumado com Will e Jem, Alec e Jace… aquela conexão de alma, mas focada na amizade, no Ágape. Mas em Dama da Meia-Noite, a dinâmica entre Emma e Julian é o oposto de tudo o que já vimos. A diferenciação que a Cassandra faz é absurda.
E vamos falar a verdade: a Clave nunca acerta uma, né? Que preguiça dessa “Paz Fria”. Exilar as fadas e punir todo mundo por causa de meia dúzia é ridículo. E essa proibição de Parabatais se amarem (o amor Eros)? Para mim, é só mais uma prova de que o maior vilão de Shadowhunters sempre vai ser a Clave e essas leis chatas que só servem para exilar quem não segue o padrão. Melhore, Clave, sério!
O Mundo Real dentro da Fantasia
O que eu mais amo é como a história do nosso mundo se encaixa nos livros. Ver o Edgar Allan Poe e o poema Annabel Lee sendo parte essencial do mistério é absurdo de bom. Parece que os Shadowhunters realmente caminham entre nós. (Quem lembra do Magnus ajudando a Maria Antonieta? É esse tipo de detalhe que me faz amar essa autora!).
O que vem por aí?
Eu comecei o livro achando que o plot principal era um, mas descobri que o mistério dos pais da Emma começa e termina aqui. Agora, eu sei que tem um “Plot Gigante” vindo nos próximos livros — já ouvi uns spoilers por aí — mas não faço a mínima ideia de como as coisas vão chegar nesse ponto.
O que acontece quando o amor proibido transborda? O que Julian vai fazer agora que as responsabilidades só aumentam? Eu estou ansiosíssima porque, se o primeiro livro foi esse turbilhão, eu não estou preparada para o que vem por vir… mas mal posso esperar para ler.







