O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) também revelou que os casos de sífilis congênita praticamente duplicaram entre 2023 e 2024. Nesse cenário, a infecção é transmitida para recém-nascidos e pode gerar complicações graves ao longo de toda a vida.
A agência relaciona esse crescimento a transformações no comportamento sexual, à redução no uso de preservativos e a falhas nos processos de testagem. O relatório ainda menciona um incremento na detecção em determinadas nações, mas ressalta que isso, por si só, não justifica a elevação contínua dos números.
A Espanha registrou a maior quantidade de casos confirmados entre os países europeus participantes, contabilizando 37.169 ocorrências de gonorreia e 11.556 de sífilis em 2024. Entre os grupos com maior incidência, o ECDC destaca homens que mantêm relações sexuais com outros homens e mulheres heterossexuais em idade fértil.
O levantamento também identifica obstáculos no acesso aos serviços. Em 13 nações, os pacientes ainda arcam com os custos das testagens básicas, e algumas localidades requerem autorização dos responsáveis para menores de idade.
Diante desse quadro, o ECDC solicita a revisão das estratégias nacionais voltadas às infecções sexualmente transmissíveis, a expansão do acesso a exames e o fortalecimento das campanhas preventivas, com ênfase no uso de preservativos, na educação sexual e no diagnóstico precoce.







