Políticos utilizaram suas plataformas digitais para vincular a imagem do chefe do Executivo à influenciadora detida sob acusação de movimentar recursos ilícitos do Primeiro Comando da Capital.
Após a prisão de Deolane Bezerra, ocorrida numa operação conjunta do Ministério Público de São Paulo com a Polícia Civil, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram nas redes. Segundo as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau (SP) servia como fachada para escoar valores da alta cúpula do PCC, e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora.
As imagens que agora circulam foram capturadas durante um encontro de Lula com Deolane em São Paulo, em 26 de abril de 2022. Na ocasião, o ex-presidente chegou a divulgar o registro em seu perfil pessoal, acompanhado da frase: “Esquece, o pai tá estourado!”.
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), publicou no X que “Deolane Bezerra foi presa hoje (21/5) em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC“. Na sequência, questionou: “O que farão diante de mais um escândalo absurdo envolvendo Lula?“.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem também compartilhou o vídeo de Lula ao lado da influenciadora e comentou: “Deve ser só mais uma coincidência…“.
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) republicou a mesma cena e destacou: “Deolane Bezerra presa por lavar dinheiro para o PCC e R$ 27 milhões bloqueados“.

Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Partido Novo, escreveu que “não é coincidência que influenciadores e donos de páginas de fofoca presos por ligação ao PCC são apoiadores do Lula“.

Marco Antônio Costa, pré-candidato ao Senado por Minas Gerais também pelo Partido Novo, comentou: “FEZ O L! Deolane Bezerra foi presa em operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC“.

Natural de Vitória de Santo Antão (PE), Deolane foi criada em São Paulo e iniciou sua trajetória profissional como sacoleira. Posteriormente, formou-se em Direito e abriu um escritório de advocacia com as irmãs, especializando-se na área criminal e defendendo acusados de integrar o crime organizado. Essa atuação lhe rendeu o apelido de “advogada do PCC” por parte de críticos.







