Como cuidar de 7 plantas sensíveis ao frio e evitar perdas no jardim

Folhas amareladas ou com bordas escurecidas podem ser um sinal claro de que as plantas estão enfrentando dificuldades com as baixas temperaturas. Algumas espécies, por serem adaptadas a climas mais quentes, demandam atenção especial durante os dias frios.

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O jardim tropical tem seus pontos frágeis quando o frio chega. Os primeiros sinais são sempre sutis: as folhas perdem o brilho, ficam levemente murchas mesmo com a terra úmida, e as bordas começam a escurecer. Manter uma cobertura vegetal sobre o solo, evitar podas drásticas e proteger exemplares mais sensíveis de ventos frios costumam ser as medidas gerais mais eficientes.

No entanto, algumas espécies são ainda mais sensíveis e exigem cuidados específicos. Conheça a seguir quais são elas e como protegê-las durante os dias gelados.

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Cuidados Específicos por Espécie

Begônia

Espécies como a Begonia maculata e a Begonia rex podem sofrer queimaduras com correntes de ar frio, por isso, a indicação é protegê-las do vento. Deixe-as em um local que receba luz indireta e evite molhar as folhas, já que isso pode se tornar uma porta de entrada para fungos na estação fria.

Hibisco

Nas espécies de hibisco tropicais, como o Hibiscus rosa-sinensis, os brotos novos podem ficar enrugados e escurecer, parando de se desenvolver. O ideal é realizar uma poda leve antes do inverno, reduzir a rega e adicionar uma tela de sombreamento nas noites mais frias para proteger em caso de geada.

Manjericão

O manjericão é uma das hortaliças mais dramáticas na hora de reagir ao frio, mas também uma das mais simples de cuidar. Ele murcha do dia para a noite e as folhas ficam pretas nas pontas. Para evitar que isso aconteça, a indicação é levar o tempero para dentro de casa e posicioná-lo próximo a uma janela com sol. Também é recomendado reduzir a rega, evitando que o solo fique encharcado.

Samambaias

Samambaias típicas de clima tropical, como a Nephrolepis exaltata e a Polypodium decumanum, tendem a ficar com o metabolismo lento durante o inverno. Os choques térmicos também podem levar à queda das folhas. Para evitar reações piores, evite as correntes de vento, mantenha a luminosidade indireta e reduza as regas.

Costela-de-adão

De origem tropical, a Monstera deliciosa está habituada a climas com temperatura acima de 15 °C. Entre os cuidados essenciais estão aproximá-la da luz natural, evitar correntes de ar e reduzir as regas.

Helicônia

Também conhecida como bananeira-do-mato, a planta tem origem tropical e conta com cerca de 200 espécies da família Heliconiaceae. Esta variedade exige preocupação redobrada em regiões de altitude. Evitar a rega excessiva é uma regra fundamental, mas também é indicado criar uma cobertura morta na base com palha, casca de árvore e folhas secas. Isso protege o rizoma, de onde a planta rebrota na primavera.

Ixora

No caso do gênero Ixora, um erro comum é continuar regando na mesma frequência que no verão. No inverno, as espécies pedem sol o dia todo e pouca rega. Tente mudá-las de posição no jardim, posicionando-as em locais onde o sol incide por mais tempo, e regue apenas quando o solo estiver começando a secar.

Erros Comuns que Devem ser Evitados

  • Cobrir as plantas com plástico: Isso cria um ambiente úmido e abafado que favorece a proliferação de fungos, prejudicando mais do que o próprio frio.

  • Fazer podas intensas por desespero: Ver a planta amarelada e sofrendo pode dar um impulso de cortar tudo, mas podas drásticas estressam ainda mais essas espécies no inverno. Espere o fim da estação para podar com segurança.

  • Aumentar a rega por preocupação: Muitas pessoas aumentam a irrigação acreditando que a planta está sofrendo por falta de água. Na verdade, o metabolismo mais lento faz com que ela precise de menos água.

Como Recuperar Plantas que já Estão Sofrendo

Se a planta já começou a dar sinais de sofrimento com as ondas de frio, a recomendação principal é não se alarmar.

Não faça podas e espere o frio passar. Partes que parecem mortas às vezes reagem quando o calor volta.

Quando o inverno acabar, retire as folhas mortas com uma tesoura limpa e esterilizada, fazendo um corte até onde o tecido ainda está vivo (o que pode ser reconhecido pela cor verde ou branca por dentro). Em seguida, uma adubação leve com fósforo ajuda a estimular o enraizamento e a recuperação.

Por fim, basta voltar aos cuidados diários: rega moderada, sol gradual e observação diária. A natureza faz o resto, pois o jardim sempre encontra um caminho quando não é atrapalhado.

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Redação
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