Folhas amareladas ou com bordas escurecidas podem ser um sinal claro de que as plantas estão enfrentando dificuldades com as baixas temperaturas. Algumas espécies, por serem adaptadas a climas mais quentes, demandam atenção especial durante os dias frios.
O jardim tropical tem seus pontos frágeis quando o frio chega. Os primeiros sinais são sempre sutis: as folhas perdem o brilho, ficam levemente murchas mesmo com a terra úmida, e as bordas começam a escurecer. Manter uma cobertura vegetal sobre o solo, evitar podas drásticas e proteger exemplares mais sensíveis de ventos frios costumam ser as medidas gerais mais eficientes.
No entanto, algumas espécies são ainda mais sensíveis e exigem cuidados específicos. Conheça a seguir quais são elas e como protegê-las durante os dias gelados.
Cuidados Específicos por Espécie
Begônia
Espécies como a Begonia maculata e a Begonia rex podem sofrer queimaduras com correntes de ar frio, por isso, a indicação é protegê-las do vento. Deixe-as em um local que receba luz indireta e evite molhar as folhas, já que isso pode se tornar uma porta de entrada para fungos na estação fria.
Hibisco

Nas espécies de hibisco tropicais, como o Hibiscus rosa-sinensis, os brotos novos podem ficar enrugados e escurecer, parando de se desenvolver. O ideal é realizar uma poda leve antes do inverno, reduzir a rega e adicionar uma tela de sombreamento nas noites mais frias para proteger em caso de geada.
Manjericão

O manjericão é uma das hortaliças mais dramáticas na hora de reagir ao frio, mas também uma das mais simples de cuidar. Ele murcha do dia para a noite e as folhas ficam pretas nas pontas. Para evitar que isso aconteça, a indicação é levar o tempero para dentro de casa e posicioná-lo próximo a uma janela com sol. Também é recomendado reduzir a rega, evitando que o solo fique encharcado.
Samambaias

Samambaias típicas de clima tropical, como a Nephrolepis exaltata e a Polypodium decumanum, tendem a ficar com o metabolismo lento durante o inverno. Os choques térmicos também podem levar à queda das folhas. Para evitar reações piores, evite as correntes de vento, mantenha a luminosidade indireta e reduza as regas.
Costela-de-adão

De origem tropical, a Monstera deliciosa está habituada a climas com temperatura acima de 15 °C. Entre os cuidados essenciais estão aproximá-la da luz natural, evitar correntes de ar e reduzir as regas.
Helicônia
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Também conhecida como bananeira-do-mato, a planta tem origem tropical e conta com cerca de 200 espécies da família Heliconiaceae. Esta variedade exige preocupação redobrada em regiões de altitude. Evitar a rega excessiva é uma regra fundamental, mas também é indicado criar uma cobertura morta na base com palha, casca de árvore e folhas secas. Isso protege o rizoma, de onde a planta rebrota na primavera.
Ixora

No caso do gênero Ixora, um erro comum é continuar regando na mesma frequência que no verão. No inverno, as espécies pedem sol o dia todo e pouca rega. Tente mudá-las de posição no jardim, posicionando-as em locais onde o sol incide por mais tempo, e regue apenas quando o solo estiver começando a secar.
Erros Comuns que Devem ser Evitados
Cobrir as plantas com plástico: Isso cria um ambiente úmido e abafado que favorece a proliferação de fungos, prejudicando mais do que o próprio frio.
Fazer podas intensas por desespero: Ver a planta amarelada e sofrendo pode dar um impulso de cortar tudo, mas podas drásticas estressam ainda mais essas espécies no inverno. Espere o fim da estação para podar com segurança.
Aumentar a rega por preocupação: Muitas pessoas aumentam a irrigação acreditando que a planta está sofrendo por falta de água. Na verdade, o metabolismo mais lento faz com que ela precise de menos água.
Como Recuperar Plantas que já Estão Sofrendo
Se a planta já começou a dar sinais de sofrimento com as ondas de frio, a recomendação principal é não se alarmar.
Não faça podas e espere o frio passar. Partes que parecem mortas às vezes reagem quando o calor volta.
Quando o inverno acabar, retire as folhas mortas com uma tesoura limpa e esterilizada, fazendo um corte até onde o tecido ainda está vivo (o que pode ser reconhecido pela cor verde ou branca por dentro). Em seguida, uma adubação leve com fósforo ajuda a estimular o enraizamento e a recuperação.
Por fim, basta voltar aos cuidados diários: rega moderada, sol gradual e observação diária. A natureza faz o resto, pois o jardim sempre encontra um caminho quando não é atrapalhado.






