Entre os dias 12 e 17 de maio, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participou do seminário “Healthcare Trends 2030”, realizado em Moscou, na Rússia, no âmbito do “NDB Seminars in 2026 Annual Meeting”, promovido pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), vinculado ao BRICS.
A ANSN integrou a delegação do Ministério da Saúde e foi representada pela diretora de Instalações Radiativas e Controle (DIRC), Lorena Pozzo, e por sua assistente técnica, Samira Carvalho.
O evento reuniu representantes de países do BRICS para discutir inovações tecnológicas capazes de impulsionar o crescimento sustentável das economias emergentes. Sob o tema “Financiamento do desenvolvimento em uma era de revolução tecnológica”, o encontro trouxe discursos enfatizando a necessidade de investir em novas tecnologias para reduzir a dependência desses países em relação aos centros de poder do Ocidente.
O foco principal foi o debate sobre os desafios e as diretrizes para os sistemas de saúde nos próximos anos, com ênfase na evolução digital, na ampliação do acesso e na melhoria da qualidade dos serviços para toda a população.
A delegação brasileira apresentou a experiência do país no desenvolvimento do sistema de saúde, destacando a adoção de soluções digitais em escala nacional, a expansão do acesso e da qualidade dos serviços médicos, além do fortalecimento da cooperação internacional. Também foi enfatizado o papel dos governos e das instituições de desenvolvimento no apoio à modernização dos sistemas de saúde, promovendo eficiência, inclusão e ampliação do acesso.
Lorena Pozzo destacou a oportunidade de incluir a temática nuclear nas discussões do seminário: “Pudemos participar da mesa sobre medicina do BRICS, especialmente nas aplicações de Inteligência Artificial e digitalização da saúde. Acrescentamos ao debate a necessidade de pensar nessas ferramentas digitais e na modernização do que dá suporte à expansão da medicina nuclear e da radioterapia, ou seja, o campo regulatório.”
Ela também comentou o potencial da IA nos processos legais da área nuclear e a integração de dados: “A IA pode ser bastante útil na otimização de processos, tanto na parte regulatória nuclear e radiológica quanto na sanitária. Trabalharemos, a partir de agora, para harmonizar e unir os bancos de dados dessas duas agências, promovendo maior agilidade regulatória e favorecendo o crescimento da área.”
Samira Carvalho, assistente técnica da DIRC, reforçou a importância da participação da ANSN no evento: “Participar da reunião e contribuir com uma perspectiva regulatória sobre os temas discutidos no BRICS, especialmente na produção de radiofármacos, foi fundamental para evidenciar o papel da ANSN na promoção da cooperação técnica com instituições nacionais e internacionais.”







