Pela primeira vez desde sua criação, o torneio WTA 250 de Nottingham tem uma dupla britânica campeã na chave de duplas. Neste domingo, Harriet Dart e Maia Lumsden escreveram seu nome na história do tênis local ao derrotarem na final a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa Hao-ching Chan com parciais de 6/3 e 6/4.
Fundado em 1973, o evento de Nottingham ficou ausente do calendário entre 1974 e 2010, retornando ao circuito da WTA apenas em 2011. Desde então, nas 14 edições realizadas até o início de 2026, nenhuma representante britânica havia conquistado o título, nem mesmo ao lado de parceiras estrangeiras.
Em cinco ocasiões, as tenistas da casa chegaram perto, mas acabaram como vice-campeãs: Jocelyn Rae e Anna Smith em 2015; Jocelyn Rae e Laura Robson em 2017; Heather Watson com a romena Mihaela Buzarnescu em 2018; Harriet Dart e Heather Watson em 2023; e Harriet Dart com a francesa Diane Parry em 2024.
A trajetória de Dart e Lumsden até o título foi marcada por grandes desafios, superando nada menos que as três principais duplas da competição ao longo da semana. Nas quartas de final, eliminaram as cabeças de chave número 1, Storm Hunter e Caty McNally, em sets diretos; na semifinal, venceram as terceiras pré-inscritas, Janice Tjen e Aldila Sutjiadi, de virada; na decisão, bateram as segundas pré-classificadas, Shuko Aoyama e Hao-ching Chan, por 2 a 0.
Com 29 anos (completará 30 daqui a um mês), Dart conquista seu primeiro título de WTA, após quatro vice-campeonatos (dois deles em Nottingham). Já Lumsden também levanta um troféu inédito na carreira, depois de duas tentativas frustradas anteriormente.
O título renderá um salto de 24 posições para Harriet Dart, que será a 86ª colocada no ranking de duplas nesta segunda-feira, aparecendo entre a carioca Ingrid Martins (85ª) e a paulista Laura Pigossi (87ª). A britânica já ocupou o 59º lugar em 2024. Maia Lumsden ultrapassará oito concorrentes para assumir o 61º posto, quatro abaixo de sua melhor marca. As campeãs dividem um prêmio de 10.142 libras.






