Vamos celebrar o dia dos pais com música?

Apesar de não ser uma data tão celebrada quanto o dia das mães e o dia dos namorados, o dia dos pais é no próximo domingo e serve para repensar o papel dessa figura no seio familiar. No meio musical, há histórias sobre como algum artista foi influenciado positivamente pela figura paterna e o texto de hoje vai apresentar algumas canções em homenagem a esse personagem.

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Vamos começar nossa playlist com o rei Roberto Carlos. Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo, é praticamente um abraço em forma de canção dedicada ao pai do cantor e compositor. Com uma melodia suave e uma letra profundamente sincera, o Rei traduz o sentimento de companheirismo e o respeito que sentimos ao ver o tempo passar e deixar suas marcas nas nossas vidas e nas vidas de nossos “velhos”.

Roberto Carlos – Meu querido,meu velho,meu amigo. 1979

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Para aprofundar esse clima de afeto e introspecção também temos Pai Grande, de Milton Nascimento. lançada por Milton Nascimento em seu álbum homônimo de 1970, a canção é um hino profundo à ancestralidade, à memória familiar e à resistência do povo negro, retratando a figura do “pai grande” como o elo duradouro entre gerações e a transmissão de sabedorias e afetos. O verso “Eu já criei seu pai, hoje vou criar você” simboliza a continuidade da proteção e dos ensinamentos que atravessam o tempo, conectando avós, pais e filhos em uma mesma corrente de identidade.

Milton Nascimento – Pai Grande (1970) 

Outra canção impossível de não ser mencionada nesse dia é “Pai”, de Fábio Jr. Cantada com a alma, essa faixa aborda as complexidades e as reflexões da paternidade. Ela expõe o aprendizado através dos erros e o amor incondicional, tornando-se aquele tipo de música para cantar junto e dizer tudo o que nem sempre expressamos no dia a dia.

Fábio Jr. – Pai (ao vivo)

Apesar de não mencionar diretamente a temática da data, O Caderno, de Toquinho, nos convida a olhar para aquele momento da nossa vida em que o cuidado e a proteção são indispensáveis para o nosso crescimento e convocam a presença paterna. É uma faixa delicada que evoca a nostalgia dos dias mais simples e desperta sorrisos acolhedores.

O caderno – Toquinho

Naquela Mesa aborda a importância da figura do pai a partir de sua falta. É um hino à saudade e ao luto, composta em 1969 pelo jornalista Sérgio Bittencourt para o seu pai, o célebre músico Jacob do Bandolim, logo após a sua morte. A letra usa a mesa vazia como uma forte metáfora para a ausência, a dor da perda e as lembranças de quem já se foi. 

Maria Bethânia e Zeca Pagodinho | Naquela Mesa | (Vídeo Oficial)

Por fim, o encerramento não poderia ser mais vibrante. “A Vida do Viajante”, cantada por Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, celebra a cumplicidade real entre pai e filho na música brasileira. Com ritmo contagiante e muita energia, a faixa fecha a seleção celebrando a jornada, as estradas percorridas e a alegria de estarmos juntos.

Luiz Gonzaga, Gonzaguinha – A Vida de Viajante (Festival da Canção)

Dica musical: colocar essa trilha sonora para tocar durante o café da manhã ou do almoço no próximo domingo. Se desejar acrescente outras músicas do gosto do seu pai. Às vezes, a melhor homenagem é simplesmente compartilhar uma boa música e criar novas memórias ao lado de quem esteve lá desde o começo.

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Ulisses Mantovani
Ulisses Mantovani
Bacharel em Música da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), violeiro, compositor e Servidor Público Estadual

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