Mayara Dam de Medeiros, residente em Cachoeiro de Itapemirim, sempre nutriu internamente o anseio de se tornar mãe. Mais do que uma meta traçada, tratava-se de um sonho guardado, fortalecido pela fé e pela expectativa.
Esse desejo se intensificou durante as novenas conduzidas por Frei Gilson. Apesar das dificuldades em sustentar a prática de oração, despertando de madrugada e enfrentando alguns tropeços, ela perseverou.
Movida por um impulso de confiança, Mayara decidiu, acompanhada das primas, viajar até a Canção Nova para participar do encerramento da novena. Para ela, aquela experiência se tornou um dos instantes mais inesquecíveis de sua existência.
Durante as preces, a solicitação era nítida: bem-estar, uma família e a oportunidade de ser mãe. Entretanto, o que ela não previa era que essa solicitação já estava sendo respondida.
Mayara realizou a segunda novena já grávida, porém somente descobriu a gestação dias depois. A revelação chegou acompanhada de surpresa e também de incertezas, já que ela acreditava que aquele não era o período ideal para uma gravidez.
Ainda assim, hoje ela percebe a situação de maneira distinta. Em suas súplicas, sempre solicitou uma menina. Descrevia a filha como sorridente, saudável, repleta de serenidade. Quando Cecília veio ao mundo, ela constatou que a divindade havia superado suas expectativas.
“Se um dia eu questionei o cuidado de Deus sobre mim, naquele instante eu tive a convicção de que Ele me escutava”, recorda.
A maternidade surgiu em meio a transformações significativas. Mayara havia acabado de se mudar de residência e começado uma nova etapa profissional. Mesmo assim, descobriu suporte onde menos esperava.
Atualmente, o cotidiano é agitado. Ela desperta cedo, organiza tudo antes da filha acordar, trabalha e luta contra o relógio para aproveitar cada instante ao lado de Cecília.
“Ser mãe é a missão mais complexa da minha vida. A gente deseja dar conta de tudo, mas nem sempre é viável”, relata.
Perspectiva renovada sobre a existência
Mesmo com uma rede de apoio restrita, ela prossegue firme. A fé e os laços familiares se tornaram seus principais alicerces. Além disso, ela declara que foi Cecília quem transformou integralmente sua maneira de perceber a vida.
“Ela me proporciona tranquilidade, me tira do piloto automático e me demonstra que a vida possui mais propósito. Como eu vivi 36 anos sem você?”, diz comovida.
Por fim, Mayara deixa uma mensagem direta para outras mulheres: “Se você almeja ser mãe, tenha. Compensa. Tudo se transforma. Tudo adquire propósito.” E carrega consigo uma expressão que resume sua trajetória:
“É justo que muito custe o que muito vale.”







