Mortal Kombat 2: a luta do cinema contra os games

Existem algumas convicções no cinema de hoje: continuações e adaptações de histórias em quadrinhos e videogames dominam as telas. Esse é o caso de Mortal Kombat 2, em exibição nos cinemas brasileiros. Esta sequência do reboot de 2021 mostra que a sétima arte continua tentando obter o mesmo êxito dos jogos que a motivaram.

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Com direção de Simon McQuoid, que retorna à franquia, o longa-metragem promete ampliar o universo violento e fantástico da célebre série de jogos. O novo capítulo mantém a base do elenco anterior, sob a liderança de Cole Young (Lewis Tan). No entanto, o grande atrativo é a chegada do carismático e narcisista Johnny Cage (Karl Urban, de The Boys), uma ausência que os fãs sentiram no primeiro filme.

O elenco principal também conta com Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Raiden (Tadanobu Asano), Liu Kang (Ludi Lin) e Chin Han como o feiticeiro Shang Tsung. Além de Joe Taslim, que volta agora como o espectro Noob Saibot (após a morte de seu personagem, Sub-Zero, no longa anterior).

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Diferentemente do primeiro filme, que funcionou como um prelúdio para reunir os campeões, Mortal Kombat 2 mergulha de cabeça no torneio propriamente dito. Depois da vitória inicial contra os assassinos de Shang Tsung no Plano Terreno, Cole Young e os defensores da Terra viajam para a Exoterra.

Expansão do universo e novos personagens

A narrativa concentra-se na necessidade de recrutar novos aliados para combater as forças do imperador Shao Kahn (o gigante Martyn Ford, conhecido como o “Hulk britânico”), que ameaça desrespeitar as regras ancestrais para unir os reinos de uma vez por todas. A tensão política entre os reinos e a introdução de figuras como a Princesa Kitana (Adeline Rudolph) e Jade (Tati Gabrielle) adicionam suspense à sequência de confrontos.

O filme é uma continuação direta dos acontecimentos de 2021. Enquanto o primeiro longa concentrou-se na descoberta da marca do dragão e no despertar dos poderes internos (Arcana), esta sequência aprofunda esse tema. A origem da franquia remonta aos fliperamas de 1992, quando a Midway lançou o jogo que transformou a indústria por sua violência explícita e pela digitalização de atores reais.

Não é a primeira vez que a franquia tenta a sorte no cinema. Mortal Kombat (1995), de Paul W.S. Anderson, é lembrado até hoje como um clássico cult e uma das melhores adaptações de jogos daquela época. Mortal Kombat: A Aniquilação (1997), com efeitos ultrapassados e um roteiro confuso, prejudicou a franquia até o reboot de 2021.

Mortal Kombat 2 apresenta uma fidelidade visual aos jogos: a produção investiu pesado em efeitos práticos para as “Fatalities”, com o objetivo de agradar os fãs com cenas que imitassem as finalizações dos games.

Embora a Warner mantenha discrição, os produtores já indicaram que o roteiro foi planejado como parte de uma trilogia.

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