O que começou como um possível prejuízo acadêmico irreparável terminou em celebração para o professor Cauê Maia, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Após perder sua bolsa contendo materiais didáticos e sua tese de doutorado encadernada à mão, o docente conseguiu recuperar os itens graças a uma força-tarefa da Guarda Civil Municipal de Vitória e uma forte corrente de solidariedade nas redes sociais.
A Tecnologia a Serviço do Cidadão
A localização do material foi um trabalho de “formiguinha” tecnológica. A Central Integrada de Operações e Monitoramento (Ciomu) analisou imagens de mais de 18 câmeras de videomonitoramento para reconstruir o trajeto do professor.
“Identificamos o trajeto passo a passo até chegarmos ao ponto exato da perda. Lá, localizamos a pessoa que havia recolhido e guardado os livros com todo o zelo”, explicou Jean Pretti, coordenador da Central.
O Valor Além do Papel
Para Cauê, a tese — fruto de quatro anos de pesquisa sobre intervenções poéticas e arte urbana — possui um valor afetivo que nenhum arquivo digital poderia substituir. O professor admite que já havia perdido as esperanças, mas o desfecho deu um novo sentido ao seu trabalho.
Mobilização: Alunos e colegas criaram uma campanha digital que viralizou, chamando a atenção das autoridades.
Solidariedade: Quem encontrou a bolsa preservou não apenas a tese, mas todos os equipamentos didáticos.
Novo significado: Segundo o professor, o episódio agora faz parte da própria história do livro: “A tese se potencializou com esse evento”.
Perdeu algo em Vitória? Use o 156
A Guarda Municipal destacou que o desfecho poderia ter sido mais rápido. Muitos moradores desconhecem que o sistema de videomonitoramento da cidade pode ser solicitado para auxiliar em casos de perda de objetos, furtos ou acidentes.
Como proceder:
Registre um Boletim de Ocorrência.
Acione a prefeitura pelo canal Fala Vitória 156.
Solicite a análise das imagens indicando local e horário aproximado do incidente.
De acordo com a corporação, se o serviço tivesse sido acionado logo no primeiro dia, o material poderia ter sido recuperado semanas antes. Fica o aprendizado: em Vitória, os olhos das câmeras também servem para ajudar a devolver o que é de valor ao cidadão.







