“Uma perspectiva atual, relevante e contextualizada para a ressignificação do ser.”
“A vida é curta para quem serve a uma causa” – Dr. Ulysses M. Santos
90% do nosso tempo, somos insanos contra a vida, a realidade e a consciência dos nossos erros.
Em nosso processo racional nos defendemos e nos justificamos com mecanismos de atitudes persecutórias, teomanias (quando achamos e acreditamos que somos deuses), hiper dimensionando e interpretando situações e surpresas da vida como absurdas, desenvolvendo comportamentos superficiais e tornando-se carrascos de nós mesmos.
Nossa insanidade na busca de sucedâneos compensatórios, absolutos e perfeições para minimizar um conflito psíquico nos torna:
- SUBNORMAIS – Pessoas isoladas, alienadas, enclausuradas dentro de si mesmas que omitem e escondem sentimentos desenvolvendo técnicas aprimoradas de fugas alucinantes.
- SUPRANORMAIS
- Pessoas com atitudes de ataque, agressividades ou negações para mudar a realidade.
- Pessoas que dispensam a luta ou fogem para não adaptação, sem resistência, aos agentes estressores, opressores e agressores (psicológicos, orgânicos ou espirituais).
A autotranscendência é necessária, nesta mente pós-moderna, para nos devolver a sanidade de sentir, perceber, representar, conceituar, estabelecer o juízo crítico equilibrado e responder a vida com mudança interior, cura das memórias infelizes, esforço, bom ânimo e saúde (física, psíquica e espiritual).
Portanto, transcender é uma aventura de autodescobrimento e um rico garimpo, em si mesmo, com “ajuda do alto”. Não somos apenas cromossomos, somos como estamos e como somos!
A autotranscendência representa um objetivo mais elevado do que a auto realização. É o ápice da maturidade plena. Consiste na prática de transcender o “eu” individual e integrar-se ao universo, aspirando a algo mais grandioso, superior e infinito, que emana da natureza divina.
Significa que somos uma pequena parte de um todo ou de uma causa. Somos partes integrantes desta causa e deste todo. Assim, podemos agir de acordo dedicando-se a esta causa e a este todo.
Para experimentar a autotranscendência na vida cotidiana, é necessário a maturidade nos seguintes valores, ligados a ser na vida, existir no tempo e estar no mundo:
Valor criativo: devolver algo ao mundo.
- Ser produtivo e proativo de maneira criativa com iniciativa, criatividade e produtividade.
- Trazer talentos únicos e ideias criativas para qualquer trabalho que façamos para produzir algum valor ou bem para a sociedade e fazer a diferença no mundo.
- Dedicar tempo, talento e tesouro a uma causa servindo a ela e servindo-se dela.
Valor experiencial: receber algo do mundo com gratidão.
- Apreciação, contemplação e ação do amor como vínculo da perfeição, que lança fora todo o medo e cobre a multidão de pecados.
- Investimento nos relacionamentos horizontais e verticais.
- Contemplação do Belo. Enxergar a Beleza, leveza e grandeza nas pequenas coisas.
Valor de atitude: Desapego, desprendimento (de algo do mundo) e determinação (para ser útil em algo no mundo) – Lucas 9:23, 57-62.
- Ação e atitude que impliquem o poder desafiador do espírito humano em enfrentar a adversidade com coragem ou força moral, foco e fé.
- Força determinante para manter a dignidade e a integridade contra o perigo e as dificuldades.
- Viver a vida com liberdade e significado.
A AUTOTRANSCENDÊNCIA NA PRÁTICA
Vivemos e experimentamos um contexto chave na busca do sentido da vida. Respostas para grandes inquirições: Quem sou eu? Quem estou tentando ser? Quem consigo ser? De onde vim e para onde vou?
Busca de sabedoria para adquirir a capacidade essencial do ser em dedicar-se a uma causa ultrapassando os obstáculos do “eu ser” (para superação de limites individuais e crenças incapacitantes).
- Algo além de si próprio.
- Escolha além de condicionamentos.
- Ir além da realidade óbvia e questionável.
Deixar de fixar-se nas mazelas da vida.
- A vida terrena é desconfortável, sobrecarregada e cansativa.
- A vida terrena tem fracassos, erros, embaraços e desapontamentos.
- Precisamos acreditar na vida além da vida!
Deixar de fixar-se na materialidade da vida. Viver é transcender!
- Para que estamos aqui?
- Como será o dia depois de amanhã?
- Qual é a nossa relação objetal com a esperança?
Deixar de fixar-se na nossa autossuficiência. Não somos absolutos em nós mesmos. – Salmos 8
- Ir além dos nossos limites… Sair da zona de conforto
- Transcender a nossa capacidade…. Com iniciativa, criatividade, produtividade e proatividade.
- Servir a uma causa maior e superior, servindo-se dela. – Lucas 3:11
- Ter atitudes de compaixão e graça. – Lucas 23:34
- Ser Jesus para alguém – Mateus 24:34-35, Lucas 4:18-19
Você pode, você é capaz de ser “mais que vencedor”, portanto, é preciso buscar entendimento:
- O Plano da Divindade é mais amplo do que uma simples melhora subjetiva ou existencial.
- A vida é demasiadamente curta para quem serve – “Somos entregues à morte” todo o dia – Romanos 8:36
- Se não morte, “somos convocados como ovelhas para o matadouro.” – Romanos 8:36
Quando saímos do nosso próprio interesse para servir a algo maior que nós mesmos, estamos praticando a autotranscendência. Nós nos tornamos o nosso melhor eu, nossa melhor versão.
Assim, seguimos rumo à autotranscendência, apenas quando nos tornamos desinteressados a enxergarmos o nosso próprio umbigo e orientados a cuidar do próximo como a si mesmo. Como diz João, o Batista: “… Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.” – Lucas 3:11






