O homem preso após tentar matar a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, é brasileiro. Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos, nasceu em São Paulo e é filho de pai chileno e mãe argentina. Ele mora no país vizinho desde 1993 e possui registro para trabalhar como motorista de aplicativo, segundo o ministro de Segurança, Aníbal Fernández.
El video del arma contra @CFKArgentina pic.twitter.com/8j1xpMnPoe
— Lautaro Maislin (@LautaroMaislin) September 2, 2022
O motivo para Fernando Andrés se infiltrar na multidão de apoiadores em frente à casa de Cristina, em Buenos Aires, e tentar atirar contra ela é desconhecido pelas autoridades argetinas. A arma utilizada pelo brasileiro, com cinco projéteis, falhou na hora do disparo.
De acordo com o jornal Clarín, Fernando já havia sido autuado por contravenção em 2021, por portar uma faca de 35 centímetros em seu veículo sem placa. Na época, ele afirmou à polícia local que a placa caiu depois de um acidente e a faca seria para sua defesa pessoal.
Nas redes sociais, Fernando se identificava como “Salim”, onde gostava de exibir suas várias tatuagens, entre elas um Sol Negro. O símbolo era usado por povos nórdicos antigos e celtas, mas que hoje é utilizado por grupos neonazistas.
Segundo imagens transmitidas pela Televisão Pública, o apontou uma arma para a vice-presidente assim que ela saiu de um carro para cumprimentar os simpatizantes que a esperavam em frente à sua casa. O brasileiro foi rendido pelos guardas de Kirchner e depois preso.
“Quando o ódio e a violência prevalecem sobre o debate de ideias, eles destroem as sociedades e geram situações como a de hoje: uma tentativa de assassinato”, disse o ministro da Economia, Sergio Massa, em um tuíte.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, se manifestou sobre o episódio. Nas redes sociais, o capixaba condenou a violência e afirmou que “o que aconteceu na Argentina é ato contrário à democracia e precisa ser investigado e punido”.
Violência não pode ser aceita. O que aconteceu na Argentina é ato contrário à democracia e precisa ser investigado e punido. Felizmente, a arma não disparou. Ódio e violência não podem ser normalizados. Precisamos defender, sempre, o respeito e a paz.
— Renato Casagrande 40 (@Casagrande_ES) September 2, 2022







