1º de maio marca início do acordo Mercosul–UE: o maior da história do bloco, destaca ministro
A partir de 1º de maio, o acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor. Após décadas de negociações, o início da vigência do tratado representa um marco na relação entre os dois blocos, estabelecendo a maior zona de livre comércio bilateral do mundo.
“Estamos testemunhando a formação de um novo bloco econômico e comercial, formado por 720 milhões de pessoas. Esse número corresponde à população do Mercosul – Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e, em breve, Bolívia – somada a todos os países da União Europeia. Temos 720 milhões de consumidores nesse mercado e um PIB de 22 trilhões de dólares”, explicou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, em entrevista à Voz do Brasil nesta quinta-feira (23/4).
“Trata-se de um acordo de livre comércio. Com o tempo, deixaremos de pagar imposto de importação para determinados produtos, ou quase todos os produtos. Aproximadamente 95% dos itens vindos da Europa não terão imposto, e a Europa também, após um período, não pagará imposto de importação por produtos comprados do Mercosul, não apenas do Brasil”, acrescentou.
Além de gerar resultados comerciais significativos para os países do Mercosul, em termos de acesso ao mercado europeu e atração de investimentos, o acordo acelera um ciclo virtuoso de inserção internacional do bloco. Isso ocorre ao ampliar o interesse de outros parceiros em se aproximar da união aduaneira sul-americana.
“Mas isso não acontece de forma imediata; começa no dia 1º de maio e, gradualmente, as alíquotas vão sendo reduzidas. No caso do Mercosul, o bloco é mais beneficiado do que a União Europeia. Por quê? Porque aqui exportamos mais commodities, proteínas, carne, soja, além do próprio petróleo e óleo bruto. Já no caso deles, são produtos mais industrializados. Portanto, a alíquota é reduzida quase que de imediato, reduzindo mais rapidamente o imposto sobre nossas importações”, detalhou o ministro.
Além do crescimento do PIB, das importações, exportações e dos investimentos, Márcio Elias Rosa enfatizou a geração de emprego e renda como um dos impactos positivos do acordo Mercosul-União Europeia para a economia brasileira.
“Hoje o Brasil vive o pleno emprego. Temos mais de 100 milhões de pessoas empregadas, com direitos sociais assegurados, e a menor taxa de desemprego da nossa curva histórica, graças a uma política de desenvolvimento econômico que tem, como um de seus eixos, a Nova Indústria Brasil. A indústria gera emprego e renda qualificada, assim como o comércio e o serviço”, reforçou o ministro.







