sábado, 25 de maio de 2024

Planos de saúde lideram ranking de reclamações em nove dos últimos 10 anos

Agendar um exame no laboratório e descobrir que ele não está mais credenciado ao plano de saúde. Marcar uma consulta e só conseguir agendar para meses depois. Por fim, levar um susto com o valor do reajuste na fatura do plano.

Essas são algumas, das muitas reclamações relacionadas aos planos de saúde, que contam com cerca de 50 milhões de beneficiários no Brasil.

De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as operadoras de planos de saúde foram líderes de reclamações em nove dos últimos dez anos. Dentre as queixas há dúvidas sobre contratos, falta de informação e reajustes.

Apesar de as empresas serem obrigadas por lei a manter o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e ouvidoria, é comum os problemas não serem resolvidos no contato direto com as operadoras de plano de saúde.

Foto: Andre Borges / Agência Brasília

Regulação

Hospitais privados também têm reclamações em relação às operadoras. Uma pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados, indicou que os planos de saúde devem aos 48 hospitais associados mais de R$ 2,3 bilhões. O montante representa mais de 15% da receita bruta desses estabelecimentos.

A associação de hospitais ainda reclama que as operadoras dos planos vêm aumentando cada vez mais os prazos para pagar os procedimentos.

O setor de planos é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estipula o teto para reajustes anuais. Neste ano, o aumento não pode passar de 9,63%, mas o índice vale apenas para quem tem plano individual. Beneficiários de planos coletivos ficam sujeitos a reajustes que podem chegar a 20% ou 30% de aumento.

Em nota oficial, a ANS informou que estuda mudanças nas regras de reajuste de planos coletivos, mas que não pretende regular da mesma forma que os individuais. A agência também monitora a garantia de atendimento.

Sobre o valor devido aos hospitais, a Associação Brasileira dos Planos de Saúde informou, em nota, que as operadoras vêm fazendo análises mais amplas dos serviços já prestados, devido ao grande número de fraudes. A associação afirma que só este ano as operadoras já tiveram prejuízo operacional superior a R$ 4 bilhões, em grande parte devido a essas fraudes. Ainda segundo a entidade, todos os procedimentos realizados estão provisionados e vão ser pagos.

*Com informações da Agência Brasil

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