O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, projeta uma expansão no setor caso a jornada de trabalho 6×1 seja extinta. Apesar das expectativas otimistas, a medida enfrenta resistência de representantes do segmento.
“O turismo, que está sob minha responsabilidade, pode se beneficiar bastante com essa iniciativa, pois o trabalhador e a trabalhadora ganharão um dia extra de descanso e lazer. Isso possibilitará que aproveitem mais o turismo e pratiquem essa atividade em nosso país”, afirmou Gustavo após participar da Corrida da Câmara neste domingo (17).
Por outro lado, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações manifestaram oposição à alteração.
A ótica do setor privado indica que a eliminação da escala 6×1 poderá gerar consequências relevantes para a cadeia do turismo, englobando hotelaria, restaurantes, resorts, parques temáticos e várias outras áreas. Há preocupação com risco de desemprego, elevação dos custos operacionais e perda de competitividade.
Na visão de Gustavo Feliciano, os efeitos concretos da redução na carga horária apenas poderão ser calculados depois que o texto for aprovado. O ministro ressaltou a intenção de buscar um “entendimento” com os empresários sobre a diminuição da jornada.
“Somente quando estivermos de posse do projeto completo é que saberemos a real dimensão do impacto. Vamos avaliar as possibilidades e encontrar soluções para minimizar os efeitos sobre o nosso setor”, declarou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende que a proposta seja aprovada pela Casa até o fim de maio. O deputado firmou um acordo com o governo para que a medida garanta um descanso remunerado de dois dias por semana e reduza a carga horária semanal de 44 para 40 horas, mantendo os salários.







