Zeus pode aparecer em God of War Laufey, diz diretora

Será que Zeus pode aparecer em God of War Laufey? Em uma entrevista concedida ao canal Flow Games, Ariel Lawrence, diretora do jogo, comentou sobre os rumos ambiciosos que o novo título principal da franquia trará ao PS5.

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Lawrence, uma veterana de longa data do estúdio Santa Monica, detalhou sua trajetória de mais de duas décadas acompanhando a saga de Kratos. Ela revelou como sua própria conexão emocional pesou ao aceitar o desafio de comandar este novo capítulo focado em Laufey, mais conhecida como Faye.

Zeus em God of War Laufey: uma possibilidade real?

Ariel relembrou seu início humilde no estúdio em 2003, atuando como assistente de produção e editora de vídeo. Após anos dedicados a estruturar a narrativa do Fantasma de Esparta, ela sentiu a necessidade de se redescobrir criativamente fora da empresa, retornando em 2021 com “força total para colaborar novamente com Cory Barlog”. A diretora não escondeu o entusiasmo ao descobrir o foco do projeto: “Kratos definitivamente tem um lar no meu coração, mas poder contar a história de Faye tem sido super emocionante”.

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Questionada sobre a fusão da jogabilidade dos títulos antigos com os mais recentes, Lawrence descreveu a era clássica grega e o aclamado reboot de 2018 como cruciais de diferentes formas. A diretora explicou que a equipe “buscou o equilíbrio perfeito entre o combate cadenciado e brutal das terras nórdicas com o ritmo ágil e aéreo dos primeiros jogos”. Segundo ela, a ideia central era “unir esses dois universos mantendo a imersão da câmera sem cortes para que a ação se aproxime bastante nos momentos intensos e se afaste quando necessário”.

Zeus, Poseidon ou outros: “Não confirmo nada, mas digo sim para a possibilidade” – Ariel Lawrence, diretora de God of War Laufey

Para simbolizar esse novo estilo de luta, Faye carregará, em God of War Laufey, uma espada lendária adornada pela fita mágica Rue. A diretora explicou que o estúdio “procurou uma arma marcante que parecesse natural dentro do panteão da franquia, funcionando de forma rápida e brutal. Queríamos que a arma refletisse a personalidade de combate dela. Ser veloz e ágil, mas também capaz de arrancar a cabeça de alguém se for preciso”. As fitas acopladas permitirão puxar inimigos e desferir ataques “semelhantes a chicotes”.

Narrativa e companheiros peculiares

A narrativa também trará companheiros peculiares, com destaque para Phranque, um cubo gelatinoso cósmico que fala, dublado pelo ator Jack Quaid. Lawrence defendeu a escolha ousada de design, afirmando que a concepção desse personagem “nasceu do próprio Cory Barlog e se provou um desafio instigante”. Para ela, a premissa mais interessante foi “pegar algo que parece inanimado, que não parece uma pessoa, e ver como poderíamos construir uma conexão, uma história, e fazer você se importar com um cubo”.

Outro ponto importante foi a confirmação de que Deborah Ann Woll voltará a interpretar Faye em God of War Laufey, de forma plena e mostrando os planos de longo prazo que o estúdio já arquitetava em 2018. De acordo com Lawrence, embora a personagem tenha movido a trama dos títulos anteriores de forma indireta através das memórias de Kratos e Atreus, agora os fãs verão uma “perspectiva multifacetada e sem filtros. Kratos e Atreus amavam Faye, e o amor nos faz ver as coisas com lentes cor-de-rosa às vezes. Nesse jogo, veremos a perspectiva real dela”.

Em God of War Laufey, a expansão de universo se dará por meio do Everywhen, um reino inédito para onde os deuses vão após a morte. Lawrence detalhou que esse cenário surgiu do desejo do estúdio de explorar o que há “além” para divindades e misturar diferentes culturas mitológicas. Ao ser questionada sobre a reaparição de antigas divindades gregas furiosas, como Zeus ou Poseidon, ela despistou com um sorriso, mas deixou a porta aberta ao cravar um animador “sim para a possibilidade” de reencontrar rostos conhecidos do passado.

Conexão emocional e mensagem ao Brasil

A conexão emocional com os jogos passados funcionará de forma invertida, mostrando a dor da separação sob a ótica da protagonista. Enquanto os jogadores acompanharam o luto de Kratos em Midgard, em God of War Laufey veremos como a guerreira processa essa distância logo após sua suposta morte. A diretora garante que os fãs podem esperar um vislumbre tocante de “como ela sente falta de sua família e como as histórias dessas duas jornadas se tocam diretamente”.

Ao final do bate-papo, Lawrence fez questão de enviar uma mensagem carinhosa e cheia de gratidão diretamente para a comunidade de jogadores do Brasil. Sabendo da paixão que o público daqui nutre pela franquia desde os tempos do PS2, a diretora encerrou com um voto de confiança: “O Brasil apoia Kratos há tanto tempo, esperamos que vocês fiquem tão animados com Faye quanto ficaram com ele”.

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