Com a pressão crescente que os centros de dados para inteligência artificial estão a exercer, os componentes essenciais tornaram-se escassos, o que resulta num fenómeno amplamente conhecido: o aumento de preços. O CEO da Xiaomi voltou a chamar a atenção para este problema e alertou que os valores dos smartphones continuarão a subir.
Aumento dos preços dos smartphones na Xiaomi
O CEO da Xiaomi, Lei Jun, advertiu que os smartphones podem ficar mais dispendiosos nos próximos anos devido à escalada contínua dos custos dos chips de memória em todo o setor. Durante a apresentação do Xiaomi 17 Max, Lei Jun recomendou que os utilizadores que costumam trocar de telemóvel todos os anos não adiem as suas decisões de compra.
O executivo sublinhou que o aumento constante dos custos dos componentes pode forçar uma elevação nos preços dos smartphones. Recordando que a Xiaomi foi uma das primeiras marcas a antecipar a subida dos preços da memória no ano passado, o CEO salientou que esta pressão nos custos deve persistir por, pelo menos, mais dois anos.
Pressão nos custos e expectativas de preços
A subida dos preços do armazenamento e da memória está a impactar diretamente os custos de produção de smartphones e de outros dispositivos eletrónicos de consumo. A Xiaomi afirma que está a tentar minimizar o efeito destes aumentos para os consumidores, através da melhoria da eficiência na cadeia de abastecimento e da implementação de otimizações tecnológicas.
Lei Jun declarou que a empresa está a tentar absorver internamente parte dos custos adicionais, mas, se os preços da memória continuarem a subir ao ritmo atual, manter os valores estáveis será um desafio. O presidente do Grupo Xiaomi, Lu Weibing, manifestou preocupações semelhantes numa transmissão ao vivo recente.
Tendência de subida continua no setor
Lu Weibing prevê que alguns smartphones premium de marcas chinesas possam ultrapassar os 10.000 yuan, aproximadamente 1266 euros, até ao final deste ano. Ele observa que a tendência atual de aumento dos preços da memória pode perdurar pelo menos até ao final de 2027, e até prolongar-se para 2028, acrescentando que a pressão sobre os componentes essenciais não deverá diminuir a curto prazo.
O mercado de smartphones já começa a sentir os efeitos da escalada dos custos dos componentes. Desde março, vários modelos de telemóveis na China registaram aumentos de preço entre 200 (cerca de 25 euros) e 400 yuans (50 euros) devido a estas despesas.







