Estilo de vida, doenças e medicamentos podem comprometer a fertilidade

A fertilidade, tanto feminina quanto masculina, é influenciada por um conjunto amplo de fatores que vai muito além da idade, incluindo hábitos cotidianos, condições de saúde preexistentes e o uso de determinados medicamentos ao longo da vida. Especialistas em reprodução humana reforçam que entender essas variáveis ajuda casais a identificar precocemente sinais de alerta antes mesmo de tentar engravidar.

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O tabagismo está entre os fatores de estilo de vida com impacto mais bem documentado sobre a fertilidade. Nas mulheres, substâncias presentes no cigarro aceleram a perda de óvulos e comprometem a qualidade do tecido ovariano, enquanto nos homens o hábito reduz a concentração e a mobilidade dos espermatozoides. O consumo excessivo de álcool e a obesidade também alteram o equilíbrio hormonal necessário para a ovulação e para a produção espermática adequada.

Entre as condições de saúde, a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos figuram como as causas mais comuns de infertilidade feminina, já que ambas interferem diretamente no processo de ovulação ou na capacidade do útero de receber um embrião. Doenças da tireoide, tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo, também afetam o ciclo menstrual e a fertilidade quando não tratadas adequadamente. Nos homens, varicocele, infecções urogenitais não tratadas e diabetes descompensada estão entre as condições que mais comprometem a produção e a qualidade dos espermatozoides.

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O uso de determinados medicamentos também exige atenção de quem planeja engravidar. Tratamentos prolongados com quimioterápicos, alguns anti-hipertensivos, certos antidepressivos e medicamentos usados no controle de doenças autoimunes podem interferir temporária ou permanentemente na fertilidade, a depender da dose, do tempo de uso e da resposta individual de cada paciente. Por isso, médicos recomendam que qualquer ajuste ou suspensão de medicação de uso contínuo seja sempre discutido previamente com o profissional responsável pelo tratamento, e nunca feito por conta própria.

O estresse crônico também tem papel relevante, ainda que menos intuitivo. Períodos prolongados de tensão elevam os níveis de cortisol no organismo, hormônio que pode interferir na liberação de hormônios reprodutivos e, consequentemente, na regularidade do ciclo ovulatório feminino e na qualidade seminal masculina.

Para especialistas em reprodução humana, o diagnóstico precoce de qualquer uma dessas condições, aliado a mudanças de hábito realistas e sustentáveis, aumenta significativamente as chances de uma gravidez espontânea ou de sucesso em tratamentos de reprodução assistida. Este é um tema sensível para muitas pessoas, e quem estiver enfrentando dificuldades relacionadas à fertilidade pode encontrar apoio em conversas com um médico especialista em reprodução humana.

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