Quando se pensa no Campus da UFJF, a imagem que surge é de produção de conhecimento. Na ocasião, ele manteve essa missão ao receber 120 estudantes de dez escolas participantes do Câmara Mirim 2026. Os jovens passaram o período debatendo dois temas que marcam a vida contemporânea: democracia e saúde mental.
A escolha de discutir depressão, ansiedade e transtornos mentais partiu dos próprios “vereadores mirins” para essa edição do projeto. A psicóloga Andréia Stenne conduziu um diálogo sobre saúde mental no ambiente escolar. O encontro abordou os obstáculos enfrentados por adolescentes, a relevância do acolhimento nas instituições de ensino e o papel de profissionais da psicologia tanto na rede educacional quanto no Sistema Único de Saúde (SUS).
Democracia em debate
No ambiente acadêmico que completa 65 anos, os jovens também tiveram a chance de refletir sobre como as decisões coletivas são estruturadas. A professora do Departamento de Ciências Sociais da UFJF, Cristiane Jales, apresentou a trajetória da democracia brasileira. O coordenador do programa, Marco Polo, destacou que essa é uma das fases do projeto, que se encerra com uma Audiência Pública para discussões entre os participantes. “No final do ano eles vão participar de uma Audiência Pública Mirim e vão ter convidados que são atores em posições de tomada de decisão relacionada ao tema a ser debatido”, afirmou.
Mas a programação não se limitou às salas de aula. Após as atividades teóricas, os estudantes se distribuíram pelo campus para um momento de integração. Ocorreram música, brincadeiras, atividades esportivas e conversas entre jovens de escolas que, frequentemente, não teriam a chance de se encontrar fora daquele espaço.
Para Marco Polo, essa convivência é essencial para a proposta do Câmara Mirim. “É um momento em que eles conhecem outras realidades, outras escolas e outras formas de enxergar o mundo. Isso também faz parte da formação cidadã que o programa busca construir”, concluiu.







