O segundo turno das Eleições 2026 será realizado no próximo domingo (25), das 8h às 17h. A cada pleito, uma dúvida recorrente aparece na cabeça dos eleitores: afinal, o que são os votos brancos e nulos?
Nesta segunda etapa, os quase 3 milhões de eleitores aptos no Espírito Santo vão às urnas para escolher entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) para o governo do Estado, além de definir entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência.
Os votos brancos e nulos funcionam como uma alternativa para o cidadão cumprir o dever eleitoral de comparecer à votação e, ao mesmo tempo, não optar por nenhum dos candidatos.
Votos brancos e nulos não anulam o 2º turno
Circula com frequência nos períodos eleitorais a informação falsa de que uma eleição ou o segundo turno seria anulado caso a maioria dos votos fosse branca ou nula. Isso não procede.
Na prática, os votos brancos e nulos não são somados ao resultado da eleição. Para definir os eleitos, a contagem considera apenas os votos válidos, isto é, aqueles dados diretamente a um dos candidatos.
Sendo assim, brancos e nulos acabam anulados na prática. Mesmo assim, eles são registrados pela Justiça Eleitoral e comprovam que o eleitor compareceu e votou — apenas não entram no cálculo que define o resultado.
Qual é a diferença entre voto branco e voto nulo?
Para o resultado final, as duas modalidades produzem o mesmo efeito. A distinção entre elas está naquilo que o eleitor digita na urna.
Na urna eletrônica, existe o botão de voto “branco”: o eleitor precisa apenas pressioná-lo e, em seguida, apertar “confirmar”. Para votar nulo, é necessário digitar um número que não corresponda a nenhum candidato e confirmar.
Essa diferença vem da época das cédulas de papel, utilizadas até 1998. Naquele período, o voto em branco ocorria quando o eleitor deixava o campo sem preenchimento, enquanto o voto nulo era aquele em que se escrevia o nome de alguém que não disputava a eleição ou simplesmente se rasurava a folha.







