A comunicação é uma habilidade do ser humano para interagir com as pessoas e trocar mensagens orais, escritas e por meio de expressões corporais. Basicamente, essa troca ocorre entre um emissor (aquele que envia a mensagem) e um receptor (aquele que recebe a mensagem) com o objetivo de comunicar-se bem para criar vínculos e gerar confiança.
Os princípios que embasam toda comunicação são: ter clareza, relevância e ser eficiente.
Entende-se então que para ser um bom comunicador é preciso falar de modo natural, ter sensibilidade para com o ‘outro’ e entusiasmo para ser compreendido. Lembremos também da importância de adequar o modo de falar com quem vamos nos comunicar, pois cada situação exige uma adequação da linguagem.
Tão importante quanto o conteúdo do que se fala é adequar o diálogo a cada situação, fazer contato visual com o ouvinte e usar expressões faciais positivas para ser compreendido e alcançar o objetivo. Na comunicação empática o falante tenta compreender as necessidades, sentimentos e perspectivas do ouvinte.
O fonoaudiólogo, profissional da saúde que trata e aperfeiçoa a comunicação humana, deve atuar de modo humanizado e nas relações com pacientes e familiares, precisa comunicar-se de forma empática, clara, com respeito às demandas e necessidades do usuário, a fim de criar um ambiente de confiança, para o sucesso do processo terapêutico.
No cotidiano, nem sempre a comunicação é empática, assertiva e humanizada nos diferentes ambientes. Vivemos situações em que, por mais que se entenda a importância da comunicação para alcançar objetivos, há situações em que ela torna-se violenta pelo julgamento, avaliação premeditada de ações do outro ou mesmo por desconsiderar que o ‘outro’ pode discordar ou ter opiniões diversas. As pessoas são diferentes e lidar com as diferenças é sempre um desafio.
Uma situação comum é haver divergências nas redes sociais. É sempre importante lembrar que a comunicação empática favorece a escuta ativa, o diálogo e a compreensão mútua, enquanto a comunicação violenta aumenta conflitos, o prejulgamento e ataques pessoais sem conhecimento do ‘outro’, por vezes equivocado.
A comunicação não violenta é um termo desenvolvido por Marshall Rosenberg, psicólogo norte-americano, que assegurava que, em um diálogo, ‘o ouvir e o falar’ tem a finalidade de valorizar os sentimentos e necessidades humanas, partindo de uma lógica de cooperação, empatia, cuidado, respeito e conexão entre as pessoas.
A partir de situações violentas por enfrentadas quando criança o psicólogo desenvolveu ideias que deram início a um artigo escrito em 1953, no qual questionava: “O que leva o ser humano a se comportar de modo violento? E por que algumas pessoas eram compassivas, mesmo em situações mais penosas?” (Ribeiro LP, Seibt CL, 2021).
Nos anos de 1960, Rosenberg criou os quatro pilares da comunicação não violenta:
- Observação sem julgamento – entender para avaliar.
- Identificação de sentimentos – reconhecer e nomear o que se sente diante da situação.
- Reconhecimento de necessidades – perceber quais necessidades decorrem dos sentimentos.
- Pedidos – expressar o que deseja de forma clara, concreta e sem imposição.
A comunicação é uma ferramenta poderosa que pode aproximar ou afastar pessoas. Ao escolher se comunicar com empatia, o objetivo é promover o respeito, a compreensão e o diálogo, fortalecendo laços sociais e contribuindo para a resolução pacífica de conflitos. Por outro lado, a escolha por uma comunicação violenta pode gerar desentendimentos, mágoas e barreiras nas relações.
Necessário refletir sobre a forma como nos comunicamos, que influencia diretamente nossos relacionamentos e a convivência em sociedade. Cada pessoa deve responsabilizar-se pela forma de se expressar, optando, de preferência, por uma comunicação que construa pontes para que a convivência seja a mais harmoniosa e humana possível.







