A agência de classificação de risco de crédito Fitch Ratings afirmou nesta quarta-feira que espera uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, qualquer que seja o vencedor da disputa presidencial neste mês. A instituição ressaltou que o aperto das contas públicas e o juro elevado continuarão a pesar sobre a atividade econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo.
Contas públicas e crescimento
Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de aperto nas contas públicas citando o fato de o déficit orçamentário do país já estar acima de 8% do PIB e de a relação dívida/PIB superar 80%.
A agência espera que o Produto Interno Bruto do país cresça 1,9% neste ano e 1,4% em 2027, e estima que a Selic, atualmente em 13,75%, chegue ao final do próximo ano a 11,75%.
Juros e crédito
“A taxa de juros poderia cair mais rapidamente em caso de um ajuste fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo”, disse a Fitch, ressaltando que o Banco Central ainda deverá manter os juros reais elevados em meio a expectativas de inflação elevadas e à persistência da inflação de serviços.
“Isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.”







