Os países do BRICS estabeleceram diretrizes compartilhadas para expandir a cooperação cultural, com ênfase na economia criativa, na preservação do patrimônio cultural, nos direitos autorais e na utilização responsável da inteligência artificial nas indústrias criativas. Essa informação foi divulgada pelo ministro da Cultura e Turismo da Índia, Gajendra Singh Shekhawat, em uma resposta formal apresentada à câmara alta do Parlamento indiano, após as reuniões do Grupo de Trabalho do BRICS sobre Cultura. Os dados foram publicados pela ANI, parceira da TV BRICS.
Um dos principais assuntos discutidos foi a influência das tecnologias digitais sobre os setores criativos. Os participantes enfatizaram a importância de resguardar os direitos de autores, artistas e outros profissionais da área, além de reforçar os mecanismos de proteção da propriedade intelectual e garantir condições para uma remuneração justa aos criadores. Também recebeu destaque a formulação de princípios para o uso ético da inteligência artificial na cultura.
Outro aspecto significativo foi a preservação do patrimônio cultural e a restituição de bens culturais. Os países do BRICS expressaram interesse em aumentar o intercâmbio de experiências, desenvolver iniciativas em conjunto e coordenar esforços para combater o comércio ilegal de artefatos culturais.
Ademais, os participantes debateram o aprimoramento da gestão de bens culturais, o fortalecimento das indústrias criativas e a utilização da cultura como meio de desenvolvimento sustentável. Destacaram ainda a relevância de ampliar a cooperação entre instituições especializadas e preparar candidaturas conjuntas para a inclusão de patrimônios nas listas da Unesco — “Patrimônio Mundial”, “Patrimônio Cultural Imaterial” e “Memória do Mundo”.
As reuniões do Grupo de Trabalho do BRICS sobre Cultura ocorreram durante a presidência da Índia no bloco, em 2026.







