O governo dos Estados Unidos orientou cidadãos norte-americanos no Oriente Médio a “partirem ou estarem preparados para partir em caso de escalada” no conflito com o Irã. O aviso veio após o recente ataque ao Egito. Em meio à retomada de ataques contínuos entre Irã, Estados Unidos e aliados regionais de Washington, as embaixadas americanas alertaram seus cidadãos na sexta-feira (31/07) para uma “escalada imprevista” e aconselharam os americanos a se prepararem para deixar a região.
“Os americanos na região devem considerar partir ou estar preparados para partir caso haja uma escalada”, diz o alerta de segurança divulgado nas redes sociais pelas missões dos Estados Unidos em Amã (Jordânia), Jerusalém (Israel), Mascate (Omã), Bagdá (Iraque) e Beirute (Líbano).
As mensagens também orientavam os cidadãos a verificar informações sobre voos e a seguir as recomendações de segurança das autoridades locais.
“Os americanos que atualmente estão no Oriente Médio devem agir com cautela e vigilância reforçada e estar preparados para cancelamentos de voos, fechamentos periódicos do espaço aéreo e possíveis interrupções nas viagens”, prossegue o comunicado.
Na Jordânia, os americanos foram instruídos a não visitar bases militares dos Estados Unidos no país, que recentemente foram alvo de mísseis iranianos. Em Israel, foram aconselhados a localizar o abrigo antibombas mais próximo.
A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, havia recomendado a moradores de países vizinhos que se mantivessem longe de bases militares na região que abriguem tropas americanas.
A embaixada dos Estados Unidos em Beirute informou que a missão segue em regime de “partida ordenada”, ou seja, funcionários do governo americano que não desempenham funções de emergência continuam atuando fora do Líbano.
Alerta vem após ataque a embarcações em porto egípcio
“O regime iraniano é imprevisível, como demonstram suas recentes decisões de atacar áreas da região sem aviso prévio nem provocações, bem como de ampliar os ataques para áreas que anteriormente não eram alvos, como o Egito”, dizia uma publicação no site da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.
A mensagem faz referência ao ataque de quarta-feira contra um navio de transporte de gás grego e um depósito flutuante de gás americano atracados em um porto egípcio. As embarcações foram atingidas por drones, provocando um incêndio.
O Irã não reivindicou a autoria do ataque, o primeiro contra o Egito desde o início do conflito. Cairo investiga o caso, mas ainda não apontou culpados.
“O porto inteiro poderia ter explodido, junto com partes da cidade de Damietta”, disse um funcionário, aludindo a temores de que as chamas pudessem se espalhar para a infraestrutura de gás natural liquefeito na cidade do Delta do Nilo, onde vivem mais de 300 mil pessoas.
O regime iraniano acusa Washington de “aumentar as tensões” na região e alertou: “Qualquer país que sirva como escudo defensivo para a criminosa e agressiva América será engolido pelas chamas da guerra”.
Nesta semana, Irã e Estados Unidos voltaram a trocar ataques durante a noite após uma pausa de vários dias nos combates, embora não tenham sido registrados ataques entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado.
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, que respondeu com ataques de mísseis e drones em toda a região.







