Realizada em meio ao avanço das temperaturas extremas, impulsionado pela intensificação das mudanças climáticas que atingem bilhões de pessoas no planeta, a Copa do Mundo da FIFA de 2026 promete ser palco de um cenário desafiador.
O calor excessivo deve ocupar lugar de destaque na narrativa do torneio, dentro de campo, nas arquibancadas, nas cidades-sede e também entre os torcedores que acompanharão as partidas ao redor do globo.
O público possivelmente observará sinais concretos de como a modalidade está sendo transformada: ritmo de jogo mais lento, gestão mais cuidadosa do esforço físico por parte dos jogadores, ajustes táticos, substituições antecipadas, paradas para hidratação, toalhas refrescantes, coletes com gelo, medidas de proteção para os espectadores e eventuais paralisações, além de riscos à saúde dentro e nos arredores das cidades-sede.
Pacote informativo e materiais visuais
Com o objetivo de auxiliar emissoras, veículos de comunicação de diferentes formatos, narradores, comentaristas e analistas a abordar esses impactos com exatidão e narrar essa história de maneira cativante, a ONU Mudança do Clima (UNFCCC) elaborou um pacote informativo, acessível por meio deste link.
O material inclui:
- Dados objetivos sobre como o calor intenso deve afetar o torneio, com informações essenciais e referências. Um resumo conciso dos pontos centrais é apresentado a seguir.
- Depoimentos em vídeo, com participações do atleta Malik Tillman (seleção dos Estados Unidos), do secretário-executivo da ONU Mudança do Clima, Simon Stiell, e do especialista em saúde Professor Ollie Jay. (Sem restrições de embargo; transcrições também disponíveis.)
- Imagens de apoio (B-roll) que evidenciam impactos mais abrangentes das mudanças climáticas, suas origens e possíveis alternativas. (Distribuídas pela UNifeed, sem limitações de direitos ou embargo.)
- Relação de especialistas acessíveis para entrevistas, com respectivos dados de contato.
Síntese dos principais fatos sobre calor extremo e a Copa do Mundo da FIFA de 2026:
- Um quarto de todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 — 26 dos 104 jogos — deve acontecer sob condições de calor classificadas como perigosas.
- A final do torneio, em Nova York/Nova Jersey, duas partidas das quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar estão entre os confrontos que podem ultrapassar esse limite térmico.
- Quatorze dos dezesseis estádios-sede já ultrapassam os patamares considerados seguros para a prática esportiva no que diz respeito a pelo menos três grandes riscos climáticos, como calor extremo, chuvas intensas que inviabilizam os jogos e inundações.
- O público demonstra engajamento. Pesquisas com torcedores revelam forte respaldo popular a ações climáticas:
- 96% dos torcedores mexicanos, 90% dos canadenses e 87% dos norte-americanos consideram que a Copa do Mundo deve servir como referência global de sustentabilidade no esporte.
- Nos três países, 86% afirmam que clubes e entidades esportivas precisam se posicionar sobre a crise climática, enquanto 92% apoiam que atletas se manifestem publicamente sobre as mudanças climáticas.
Para mais informações e acesso às fontes utilizadas, consulte o pacote informativo mencionado anteriormente.
A mensagem central é direta: o aquecimento global está afetando aquilo de que dependemos, como alimentos e empregos. Mas também está impactando aquilo que valorizamos — como o futebol, desde o mais alto nível profissional até as bases e o esporte comunitário.







