Fritz elogia desempenho de Basavareddy e minimiza derrota em Roland Garros
Primeiro integrante do top 10 a ser eliminado nesta edição de Roland Garros, Taylor Fritz avalia que não fez uma partida ruim neste domingo em Paris e exaltou a excelente atuação de Nishesh Basavareddy, 148º colocado no ranking, que venceu o duelo entre norte-americanos em quatro sets. O número 9 do mundo reconheceu, no entanto, que poderia ter sido mais eficiente nos momentos decisivos.
“Sinceramente, não acredito que meu nível tenha sido tão baixo. Considerando tudo, acho até que joguei bem”, declarou Fritz, após a derrota por 7/6 (7-5), 7/6 (7-5), 6/7 (9-11) e 6/1 em 2h45 de partida. O jogador de 28 anos teve a temporada de saibro bastante comprometida por causa de uma lesão no joelho. Ele ficou sem competir desde o Masters 1000 de Miami, em março, retornando ao circuito apenas na semana passada, em Genebra, onde também foi eliminado na estreia.
“Houve algumas coisas aqui e ali que eu poderia ter feito melhor. Não consegui colocar alguns saques exatamente nos locais que desejava e também poderia ter devolvido melhor. Foi frustrante porque, muitas vezes, quando eu não devolvia bem, era mais pela dificuldade de posicionar a raquete corretamente no contato com a bola”, avaliou o norte-americano.
Fritz teceu muitos elogios ao desempenho de Basavareddy, especialmente pela variedade e pela eficácia das deixadinhas utilizadas pelo jovem compatriota ao longo do jogo. “Ele jogou de forma incrível. A principal diferença foram as curtinhas absurdas que ele executou”, destacou
“Normalmente, quando alguém usa muitas curtinhas contra mim, penso que preciso bater mais fundo para evitar isso. Mas ele estava fazendo curtinhas incríveis, até em bolas que quicavam perto da linha de base. Isso realmente me prejudicou hoje, e sinceramente não havia muito o que eu pudesse fazer. Ele me dominou com as curtinhas hoje. Fiquei muito impressionado com a mão dele”.
Apesar da eliminação precoce, Fritz entende que teve oportunidades reais de alterar o rumo da partida, especialmente nos sets equilibrados do início do confronto. “Senti que errei muitas devoluções e não aproveitei algumas oportunidades”, analisou o campeão de 10 títulos da ATP. “Quando olho para trás, vejo que nos três primeiros sets enfrentei apenas um break-point e senti que tive chances de quebrar o saque dele. Fiz bastante do que normalmente preciso fazer em quadra, mas não consegui reverter o placar e acho que ele jogou uma partida incrível”, concluiu.







