Após três dias de júri popular, oito pessoas foram condenadas na noite de sexta-feira, dia 14, pela morte de um jovem e pela tentativa de assassinato contra outros dois em um ataque ao bairro Ilha do Príncipe, em Vitória. As penas somadas chegam a 595 anos de prisão.
O crime ocorreu em 2020, praticado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Um dos líderes da organização é Geovane Andrade Bento, o Vaninho, atualmente custodiado no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. A pena imposta a ele, somada às condenações por outros crimes, alcança cerca de 370 anos.
Já o réu Jefferson Candido Serafim foi absolvido de todas as acusações. A sentença foi lida por volta das 23h pelo juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, que presidiu o Tribunal do Júri de Vitória. As penas aplicadas foram:
- Geovani Andrade Bento, o Vaninho: 92 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Tiago Guimarães: 79 anos, 6 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Felipe de Souza Oliveira: 77 anos, 11 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e 700 dias-multa
- Thaian Silva de Almeida: 68 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Felipe dos Santos Dantas: 58 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Jhonatan Ribeiro da Conceição: 79 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Patric de Oliveira Santos: 76 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Lucas Depolo (advogado): 63 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e 710 dias-multa
- Jefferson Candido Serafim: absolvido de todas as acusações
O crime
Na madrugada do dia 29 de setembro de 2020, conforme denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), parte dos acusados foi à Ilha do Príncipe para promover o ataque a mando de Vaninho. O objetivo era atingir o grupo rival, que na ocasião era liderado por Yago Saib Bahia da Silva, o “Passarinho”.
Logo que chegaram, os criminosos começaram a atirar nas vítimas, imaginando que eram traficantes rivais. Um dos jovens atingidos morreu.
A intenção era expandir o território da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Somente naquele ano, em meio à pandemia, ocorreram pelo menos três ataques. No ano anterior, outros episódios semelhantes já tinham sido registrados.






