O Procon Municipal de Vitória constatou diferenças que chegam a 210% nos valores de itens essenciais para o dia a dia das famílias. A pesquisa, realizada em maio de 2026, aponta que produtos como arroz, feijão e hortifrúti seguem exigindo atenção redobrada do consumidor, com oscilações significativas entre os supermercados da capital.
O levantamento revelou que o arroz tipo 1 pode ser encontrado por valores entre R$ 16,98 e R$ 23,99, uma disparidade de 41,28%. Já o feijão preto apresentou variação de 38,52%, com preços oscilando de R$ 6,49 a R$ 8,99. Apesar dessas flutuações, a série histórica indica uma trajetória de queda em itens relevantes da cesta básica ao longo dos últimos meses.
Confira a pesquisa completa elaborada pelo Núcleo de Pesquisa e Dados do Procon Vitória.
Comparar preços para economizar
O secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, ressaltou a relevância do estudo para orientar o consumidor. “Esse levantamento proporciona às famílias mais informação para planejar o orçamento doméstico e realizar escolhas mais conscientes. Mesmo com a redução em alguns itens importantes, ainda observamos diferenças expressivas de preços entre os estabelecimentos, o que reforça a necessidade de pesquisa antes das compras”, declarou.
O gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, reiterou o alerta sobre a instabilidade dos valores. “A pesquisa evidencia que os produtos do hortifrúti continuam apresentando fortes oscilações, sobretudo por influência da sazonalidade. Por isso, comparar preços e acompanhar os levantamentos do Procon é essencial para assegurar economia no fim do mês”, destacou.
Maiores variações
Entre as maiores diferenças de preço registradas no período, a banana-prata liderou o ranking, com uma variação de 210,82%, sendo comercializada entre R$ 3,05 e R$ 9,48. O alho apresentou oscilação de 176,78%, com valores entre R$ 9,39 e R$ 25,99.
A banana-prata liderou o ranking, com diferença de 210,82%, sendo encontrada entre R$ 3,05 e R$ 9,48.
A laranja-pera teve diferença de 167,22%, variando de R$ 2,99 a R$ 7,99, enquanto a cebolinha apresentou oscilação de 160,40%, sendo comercializada entre R$ 1,49 e R$ 3,88.
Comparação entre abril e maio
Na análise entre abril e maio de 2026, a cenoura registrou o maior aumento mensal, com alta de 100%, saltando de R$ 4,99 para R$ 9,98. Por outro lado, a banana-prata apresentou a principal redução do período, com queda de 38,76%, saindo de R$ 4,98 para R$ 3,05.
Outros itens também exibiram oscilações significativas, como o atum, que subiu 43,56%, passando de R$ 9,39 para R$ 13,48, e os ovos, que tiveram um decréscimo de 29,34%, indo de R$ 19,80 para R$ 13,99.
Comparativo anual
No comparativo anual entre maio de 2025 e maio de 2026, a cenoura acumulou um aumento de 150,75%, passando de R$ 3,98 para R$ 9,98. A banana-prata também registrou alta de 53,27%, saindo de R$ 1,99 para R$ 3,05.
Em contrapartida, o alho apresentou uma redução expressiva de 68,69%, caindo de R$ 29,99 para R$ 9,39. A laranja-pera também teve queda significativa de 40,08%, passando de R$ 4,99 para R$ 2,99.
Considerando o início de 2026, a cenoura acumula uma alta de 150,13%, subindo de R$ 3,99, em janeiro, para R$ 9,98, em maio. O pimentão verde também avançou 114,70%, passando de R$ 5,58 para R$ 11,98.
Já o alho manteve a tendência de queda, com redução de 37,36%, passando de R$ 14,99 para R$ 9,39.
Série histórica
A análise histórica conduzida pelo Núcleo de Economia do Procon Vitória aponta a continuidade na diminuição dos preços de itens considerados essenciais. O arroz, por exemplo, custava R$ 23,98 no início de 2025 e foi encontrado a R$ 16,98 em maio deste ano.
O azeite de oliva também apresentou forte redução no período, enquanto o alho se consolidou como um dos produtos com maior queda acumulada, passando de R$ 29,99, em maio de 2025, para R$ 9,39, em maio de 2026.
Cesta básica
O custo total da cesta de itens de primeira necessidade subiu de R$ 717,35, em abril, para R$ 745,86, em maio. Considerando o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00, o comprometimento da renda do trabalhador atingiu 46,01% para a aquisição dos 65 itens pesquisados.
Já a cesta básica comprometeu 47,44% do salário mínimo.
Pesquisa
O estudo foi realizado pelo Núcleo de Economia do Procon Vitória em nove estabelecimentos comerciais da capital, entre os dias 5 e 7 de maio de 2026.
Foram analisados 65 itens de alimentação, higiene pessoal, limpeza doméstica e cuidados infantis, considerando os menores preços encontrados para cada produto.







