Em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, a gestão municipal de Guarapari, através da Secretaria Municipal de Saúde, organizou uma série de atividades voltadas aos usuários do CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial). As iniciativas tiveram como foco a convivência, a inclusão social e o bem-estar dos participantes.
Na quarta-feira (13), os assistidos puderam desfrutar de um passeio de trenzinho que percorreu pontos turísticos da cidade, com trajeto pelo Centro e pela Praia do Morro. A ação permitiu momentos de lazer, interação e fortalecimento dos laços entre os envolvidos.
Já na sexta-feira (16), o grupo vivenciou uma manhã diferenciada no Parque Estadual Paulo César Vinha. A atividade incluiu visita guiada, caminhada, alongamento orientado por um profissional de educação física e um espaço de convivência, com distribuição de kit lanche e água para todos os presentes.
As iniciativas reafirmam a relevância do cuidado em liberdade, da inclusão e do incentivo à saúde mental por meio de vivências que promovem autonomia, socialização e qualidade de vida.
Apoio multidisciplinar e valorização dos pacientes
O subsecretário de Atenção Especializada, Nilton Rosa, enfatizou o papel dessas ações na integração dos pacientes à comunidade.
“O espaço do paciente do CAPS é onde ele desejar estar. Eles precisam ocupar os ambientes da cidade, interagir, socializar e ter vivências fora dos limites da unidade. Essas iniciativas contribuem para desconstruir o preconceito associado à saúde mental. O CAPS possui uma equipe multidisciplinar, com diversos profissionais que atuam de forma integrada para garantir acolhimento, tratamento e qualidade de vida aos pacientes”, afirmou.
O psicólogo do CAPS II, Sérgio Pereira, destacou os ganhos terapêuticos proporcionados pelas saídas externas.
“Essas experiências auxiliam diretamente no processo terapêutico, na autoestima e na inserção social dos pacientes. A proposta da equipe do CAPS foi justamente criar oportunidades fora da unidade, estimulando mais liberdade, vínculos e senso de pertencimento”, explicou.
A psiquiatra Érica Pereira também ressaltou que atividades como essas são fundamentais para o crescimento emocional e social dos assistidos.
“O cuidado com a saúde mental não se resume à medicação. Essas vivências consolidam vínculos, promovem o equilíbrio emocional e colaboram para a qualidade de vida dos pacientes”, destacou.







