Margareth Menezes defende investimento em cultura durante Teia Nacional

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, declarou que investir em cultura promove qualificação profissional, emancipação social e geração de emprego e renda durante sua participação na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, ocorrida em Aracruz. O encontro aconteceu entre terça-feira e domingo (19 a 24/05/2026) e teve a justiça climática como tema principal.

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Em entrevista concedida à Agência Brasil, a ministra abordou a conexão entre cultura, preservação do meio ambiente e valorização dos saberes ancestrais de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades periféricas.

Segundo Margareth Menezes, as práticas culturais passadas de geração em geração auxiliam na conservação da biodiversidade e na criação de formas sustentáveis de interação com o meio ambiente.

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Cultura e justiça climática foram eixos centrais da Teia Nacional

A sexta edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura congregou representantes de comunidades tradicionais, gestores públicos e membros da sociedade civil para debater políticas culturais relacionadas à crise climática.

Conforme a ministra, as manifestações artísticas e culturais podem contribuir para transformar o comportamento da sociedade em relação ao meio ambiente e aos recursos naturais.

Margareth Menezes salientou que povos originários e comunidades tradicionais detêm saberes sobre alimentação, vestuário, convivência comunitária e proteção ambiental, considerados fundamentais para o debate climático contemporâneo.

Ministra ressalta papel dos povos originários e culturas tradicionais

Na entrevista, a ministra enfatizou que os povos indígenas e as comunidades de matriz africana integram a formação cultural brasileira e mantêm tradições transmitidas por gerações.

De acordo com Margareth Menezes, essas comunidades preservam conhecimentos históricos que fortalecem a identidade cultural nacional e embasam políticas públicas voltadas à conservação da memória e das tradições populares.

Ela ainda mencionou a assinatura de atos normativos referentes à Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, iniciativa que visa ampliar investimentos e mecanismos de proteção para as manifestações culturais populares.

Plano Nacional das Culturas Indígenas será elaborado com a participação dos povos tradicionais

A ministra comunicou que o governo federal deu início às discussões para a criação do Plano Nacional das Culturas Indígenas, processo que será conduzido em parceria com representantes indígenas e órgãos federais.

Segundo Margareth Menezes, o plano está sendo construído por meio de diálogo e escuta das comunidades tradicionais, considerando a diversidade cultural e linguística entre os povos indígenas do Brasil.

A ministra destacou que o Brasil mantém cerca de 300 línguas indígenas preservadas, fator que aumenta a complexidade na formulação de políticas públicas destinadas às culturas originárias.

Teia Nacional consolida rede dos Pontos de Cultura no Brasil

Margareth Menezes afirmou que a Teia Nacional desempenha um papel estratégico no fortalecimento da rede dos Pontos e Pontões de Cultura ligados ao programa Cultura Viva.

De acordo com a ministra, o número de Pontos de Cultura cadastrados saltou de 4 mil para 16 mil unidades durante a atual gestão do Ministério da Cultura.

Ela também observou que a política cultural brasileira vinculada ao Cultura Viva já possui reconhecimento internacional e está implantada em 14 países. A ministra mencionou a abertura do primeiro Ponto de Cultura brasileiro na Ásia, localizado em Xangai, na China.

Governo federal expande políticas culturais e economia criativa

Na entrevista, Margareth Menezes afirmou que o Ministério da Cultura ampliou o alcance das políticas culturais nos municípios brasileiros por meio das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.

Conforme a ministra, aproximadamente 96% das cidades brasileiras estão integradas a programas de incentivo cultural financiados pelo governo federal.

A ministra ainda ressaltou o fortalecimento da economia criativa como ferramenta de desenvolvimento econômico, enfatizando que os investimentos culturais geram impacto social e financeiro nas comunidades atendidas.

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