Trabalhadores florestais do norte do Espírito Santo, vinculados à empresa Emflora, que presta serviços para a Suzano, continuam em greve. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Atividades de Extração e Exploração de Madeira e Lenha (Sintral), Antônio Lemes da Silva Júnior, informou que o movimento permanece por tempo indeterminado, aguardando uma nova proposta das empresas envolvidas.
De acordo com o sindicalista, desde o início da paralisação não houve nenhuma manifestação, nem da Emflora nem da Suzano. Ele reforçou que a greve continua e que os trabalhadores esperam uma proposta diferente da que já foi rejeitada anteriormente.
Conforme explicou Antônio Lemes, uma nova assembleia com os trabalhadores só será agendada após a Emflora se manifestar. A principal reivindicação é que a proposta para os trabalhadores capixabas seja equiparada à oferta apresentada para os colegas da Bahia.
Propostas
Segundo o relato, a Emflora apresentou uma primeira proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o cargo de ajudante florestal na Bahia. A oferta incluía salário de R$ 1.695,83, ticket de R$ 384,26, um ticket complementar de R$ 296,96, além de ticket nas férias e um abono de R$ 500. Com isso, a remuneração total dos trabalhadores baianos, somando salário e benefícios, ultrapassaria R$ 2.500 mensais.
Para os trabalhadores do Espírito Santo, no entanto, a proposta foi diferente: salário de R$ 1.624,28, ticket de R$ 358,45 e um prêmio fixo de R$ 191,80, sem ticket nas férias e sem abono. Essa combinação resultaria em um total mensal de R$ 2.174,50, valor consideravelmente inferior ao oferecido aos baianos.
O sindicalista destacou ainda que, no ano passado, o salário para os capixabas foi de R$ 1.521, com ticket de R$ 345 e prêmio fixo de R$ 184, totalizando uma renda mensal de R$ 2.050. Ele ressaltou que tanto os trabalhadores capixabas quanto os baianos estão vinculados ao mesmo contrato de prestação de serviços da Emflora para a Suzano.







