Nesta quarta-feira (14), o Bitcoin negociou em queda, influenciado pela publicação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) dos Estados Unidos referente a setembro, que trouxe pressões inflacionárias acima do que era esperado pelo mercado.
Como consequência, cresceu a expectativa de um Fed (Federal Reserve) mais rigoroso ao longo das próximas reuniões, cenário que estimulou a cautela entre os investidores e pesou sobre os ativos de risco.
Perto das 16h04 (horário de Brasília), o Bitcoin registrava desvalorização de 2%, cotado a US$ 81.557,16, enquanto o Ethereum caía 3,6%, a US$ 2.423,03, conforme dados da plataforma Binance.
Inflação e expectativa de juros pressionam o mercado
“A inflação subjacente de 0,3%, acima do consenso, coloca novamente em pauta um aumento de juros em outubro, depois que o mercado havia reduzido essa probabilidade”, diz Can-Luca Köymen, estrategista do Sygnum Bank.
“Para o bitcoin, rendimentos mais altos e um dólar mais forte representam ventos contrários no curto prazo, e isso importa mais do que o fluxo diário de ETFs”, observa.
Segundo analistas, a procura pelo bitcoin também vem sendo um ponto de atenção tanto no varejo quanto no segmento institucional, o que amplifica os movimentos de preços em razão dos baixos volumes negociados, mas proporciona pouco impulso consistente para a criptomoeda em qualquer direção.
“A recuperação carece de forte apoio institucional”, declarou em Dat Tong, estrategista da corretora multiativos Exness. “Os ETFs de bitcoin à vista registraram saídas líquidas de US$ 65 milhões na segunda-feira, levando o saldo de fluxos de outubro para um valor negativo de US$ 451 milhões”, acrescenta.
Solana se prepara para a atualização Alpenglow
Ainda no universo das criptomoedas, a Solana já definiu a data de uma das mais relevantes atualizações de sua infraestrutura: o Alpenglow está agendado para 21 de outubro. Nesta quarta-feira, uma transação na rede leva cerca de 12,8 segundos para alcançar sua finalização mais segura.
Com a atualização, a meta é diminuir esse tempo para aproximadamente 150 milissegundos – pouco mais de um décimo de segundo, a depender das condições da rede. “Finalidade” é o instante em que uma transação pode ser considerada praticamente irreversível.
Quanto menor for esse intervalo, mais ágil pode se tornar a experiência de pagamentos, negociações e aplicações financeiras construídas sobre a rede, explica Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin.
*Com informações Dow Jones Newswires.







