Na tarde desta quarta-feira (14), durante sua apresentação no CT Dr. Joaquim Grava, em São Paulo, o holandês Clarence Seedorf, novo técnico do Corinthians, fez elogios ao clube, embora tenha admitido que não tem acompanhado de perto o futebol brasileiro.
“Esta situação representa uma grande oportunidade para mim, pois é um dos maiores clubes do mundo e isso não acontece todos os dias”, declarou. Após uma ausência de cerca de sete anos da função de treinador, desde sua passagem pela seleção de Camarões, o ex-atleta chega com a missão de retirar o alvinegro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Enfrentando uma sequência desconfortável de oito derrotas seguidas no Brasileiro, que resultou na demissão de Fernando Diniz, o Corinthians ocupa atualmente o 16º lugar na tabela de classificação, com o mesmo número de pontos que o Internacional (32), que está na zona de rebaixamento, e apenas um ponto à frente do Grêmio, que é o 18º colocado. A última vitória da equipe ocorreu há mais de dois meses, no dia 9 de agosto, com um placar de 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino.
A equipe paulista retornará ao campo apenas na próxima segunda-feira (19), quando enfrentará o Vitória, às 20h (horário de Brasília), em Itaquera, pela 31ª rodada da competição. Apesar de ter tido uma passagem pelo futebol brasileiro há mais de uma década, quando jogou no Botafogo entre 2012 e 2013, Seedorf indicou que não vinha acompanhando o futebol nacional de forma aprofundada antes de aceitar o convite do Corinthians.
Ao ser solicitado a fazer uma avaliação sobre o futebol jogado no país, ele recordou sua experiência como jogador e evitou dar uma resposta mais direta. “Atuei em diversos lugares do mundo. No final, a bola é redonda, são 11 jogadores contra 11, e a comunicação não verbal existe. Essa pergunta [sobre o futebol brasileiro] não reflete muito conhecimento sobre o esporte. Joguei futebol por 40 anos na minha vida, entendo do jogo. Não necessito de muito tempo para compreender os jogadores ou os adversários”, afirmou o holandês.
Reconhecido como um dos principais meias de sua geração na seleção holandesa, entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000, com passagens por Ajax, Real Madrid, Internazionale e Milan, além da conquista de três títulos da Champions League, Seedorf busca repetir esse êxito como treinador.
Até o momento, o holandês liderou times como Milan, Shenzhen, Deportivo La Coruña e a seleção camaronesa, porém, não conquistou nenhum troféu significativo. A falta de um currículo mais robusto gerou certa insatisfação entre alguns membros do Corinthians, com aliados do presidente Osmar Stabile questionando sua contratação.
Quando perguntado sobre o tempo que ficou afastado da função de treinador, Seedorf destacou que se manteve conectado ao esporte nesse período, assistindo partidas da Champions League e atuando como dirigente em clubes da Europa. “Estive próximo do futebol. Recusei algumas propostas porque não acreditava nos projetos apresentados”, comentou.
Antes de anunciar a contratação do holandês, o Corinthians explorou uma série de opções, incluindo Ramón Díaz, Luis Zubeldía, Fábio Carille e Sylvinho, sem conseguir fechar negociações com nenhum deles.







