A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) manifestou-se oficialmente, afirmando que o aumento no querosene de aviação (QAV), divulgado pela Petrobras na última sexta-feira, provoca “impactos gravíssimos na conectividade do País”. Este é o terceiro reajuste desde o início das tensões no Oriente Médio, e, conforme a entidade, o principal item de custo do setor aéreo já acumula uma elevação de 100%.
De acordo com a associação, como a Petrobras produz internamente praticamente todo o QAV consumido no Brasil, o país “dispõe das condições necessárias para reduzir os efeitos dos choques externos sobre a população”.
Aumento e parcelamento
O reajuste anunciado pela estatal foi de 18%, representando um acréscimo de R$ 1,00 por litro. A Petrobras esclareceu que o aumento segue uma fórmula contratual baseada na paridade internacional, modelo vigente há mais de duas décadas. Na tentativa de amenizar os impactos, a companhia autorizará o parcelamento de uma parte do reajuste em seis vezes, com vencimento da primeira parcela em julho de 2026, repetindo a mesma estratégia utilizada no mês anterior, quando o acréscimo foi de 54%.







