sábado, 18 de maio de 2024

Desemprego cai para 7,7% no terceiro trimestre, melhor resultado desde 2015

O Brasil registrou queda de desemprego no terceiro trimestre deste ano. A taxa caiu para 7,7%, enquanto no segundo trimestre o índice era de 8%. No terceiro trimestre do ano passado, a taxa estava em 8,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Este é o menor nível de desemprego desde o último trimestre de 2015 (6,6%). A população desempregada ficou em 8,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, 3,8% abaixo do trimestre anterior e 12,1% a menos do que no mesmo período de 2022. 

Já a população ocupada foi de 99,8 milhões, o que representou uma alta de 0,9% em relação ao trimestre anterior e 0,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Este também é o maior contingente da série histórica, iniciada em 2012. 

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade para trabalhar, foi estimado em 57,1%, crescimento ante o segundo trimestre (56,6%) e estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2022.

Formalidade 

Os trabalhadores informais (sem carteira assinada ou registro de trabalho) somaram 39 milhões de pessoas, ou seja, 39,1% do total da população ocupada. No trimestre anterior, a taxa de informalidade era de 39,2%, enquanto no terceiro trimestre do ano passado chegava a 39,4%. 

O número de pessoas empregadas com carteira de trabalho no setor privado – sem considerar os trabalhadores domésticos – era de 37,4 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 1,6% no trimestre e de 3% no ano. Esse é também o maior contingente desde janeiro de 2015 (37,5 milhões).  

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) permaneceu estável no trimestre e no ano. 

Aqueles que trabalham por conta própria ficaram em 25,5 milhões de pessoas, total também estável nas duas comparações. Outro segmento que manteve estabilidade foi o de trabalhadores domésticos: 5,8 milhões de pessoas.

Foto: Divulgação

Setores 

Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o setor de atividades com maior crescimento na taxa de pessoal ocupado é composto por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,5%). Os demais grupos não apresentaram variação significativa. 

Renda

O rendimento médio real habitual do trabalhador (R$ 2.982) subiu 1,7% no trimestre e 4,2% no ano. O índice foi puxado principalmente pelos crescimentos dos salários da indústria (5,3% no trimestre e 6,3% no ano).

Subutilização 

A população subutilizada, ou seja, aquela que não trabalha ou trabalha menos do que poderia, ficou em 20,1 milhões de pessoas, número estável na comparação trimestral, mas 14% abaixo do observado no terceiro trimestre de 2022.  

A taxa de subutilização ficou em 17,6%, também estável em relação ao trimestre anterior, mas menor do que o apurado no terceiro trimestre do ano passado (20,1%). Esta é a menor taxa desde o último trimestre de 2015 (17,4%). 

A população fora da força de trabalho (66,8 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 3,2% ante o mesmo trimestre de 2022. Por outro lado, a população desalentada – aquela que não procurou emprego por não conseguir trabalho adequado, por não ter qualificação ou por causa da idade – somou 3,5 milhões, queda de 4,6% em relação ao trimestre anterior e de 17,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2022. Foi o menor contingente desde o terceiro trimestre de 2016 (3,5 milhões).

*Com informações da Agência Brasil

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