Mais uma discussão de rua que termina com disparo de arma de fogo no Espírito Santo. Na noite desta sexta-feira (12), um policial civil de 41 anos atirou contra um jovem, na Praia da Costa, em Vila Velha. Testemunhas disseram que tudo começou quando o agente, fora de serviço, reclamou das cadeiras que o dono de um churrasquinho havia colocado na rua.
Segundo pessoas que presenciaram o fato, o policial e a esposa têm um estabelecimento nas proximidades do churrasquinho, na rua José Pena Medina. O casal não gosta que mesas e cadeiras do ponto comercial fiquem na calçada.
O policial foi reclamar com o proprietário, e um cliente tentou dialogar, mas o agente não gostou, o agrediu com um soco e, em seguida, atirou contra o jovem, que teria cerca de 23 anos. Atingido no braço, o rapaz foi socorrido para um hospital da cidade, onde precisou ser submetido a uma cirurgia. O atirador, por sua vez, deixou o local caminhando tranquilamente.
Segundo o dono do churrasquinho, ele já ficou duas semanas sem trabalhar devido a ameaças que sofreu do policial.
A Polícia Militar informou, em nota, que foi acionada para atender à ocorrência. No local, os policiais ouviram da vítima que ela estava sentada e comendo, quando um desconhecido se aproximou, deu-lhe um soco no rosto e atirou contra ele.
A PM acrescentou que o rapaz foi socorrido pela equipe policial e levado para um hospital particular. Em seguida, a ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil.
Em nota, a PC informou que a Corregedoria Geral (CGPC) iniciou diligências para apurar os fatos a partir do momento em soube do ocorrido. “As investigações acerca do caso estão em andamento pela CGPC, onde um Inquérito Policial foi instaurado. A Polícia Civil esclarece que não coaduna com as possíveis trangressões e que qualquer cidadão que presenciou o fato, pode comparecer na Corregedoria e prestar depoimento”, diz a nota.
Defesa
O advogado do policial civil declarou, em nota à imprensa, que seu cliente relatou ter sido vítima de injusta agressão. Ao cair no chão, sua arma de fogo teria disparado.
“Imediatamente, o policial reportou ao seu superior e ao corpo jurídico do Sindicato dos Policiais, tendo sido orientado para que compareça em sua Corregedoria de Polícia para esclarecimento. Apresentação esta, que será na data de hoje. Cumpre esclarecer que o policial é servidor público zeloso e cumpridor de suas funções, tendo já integrado o grupo de elite da Polícia Civil”, diz a nota do advogado.







