Justiça decreta prisão preventiva de pai que tentou vender filho em BH

Um homem de 41 anos, detido na noite de sexta-feira (21/8) no Hipercentro de Belo Horizonte, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (23/8). Ele é suspeito de tentar vender o próprio filho, um menino de apenas 3 anos, por R$ 10.

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Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o juiz homologou o auto de prisão em flagrante e converteu a detenção em preventiva “para garantia da ordem pública e da instrução criminal”. Diante disso, o mandado de prisão foi expedido e o suspeito permanecerá recluso.

Por se tratar de uma criança na condição de vítima, o TJMG informou que não divulgará outros detalhes que possibilitem a identificação dos envolvidos. O homem deverá responder pelo crime previsto no artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que consiste em prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro mediante paga ou recompensa. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos, além do pagamento de multa.

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Flagrante na Praça Sete

A detenção ocorreu na noite de sexta-feira (21/8) na área da Praça Sete, ponto de referência do Centro da capital mineira e local conhecido pela venda de materiais ilícitos e pela prática de receptação.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a quantia pretendida pelo suspeito seria usada para a compra de entorpecentes. Várias pessoas que circulavam pelo local testemunharam as abordagens em que o indivíduo oferecia a criança a quem passava.

Diante da situação, pedestres decidiram intervir para conter o homem até a chegada das autoridades. Enquanto isso, outros comunicaram o fato aos agentes de uma base comunitária móvel que operava nas proximidades.

Durante a movimentação, algumas pessoas também ofereceram suporte médico ao suspeito.

No momento da abordagem policial, o suspeito confirmou ser o pai do menino e alegou não possuir familiares residentes na capital. Os militares constataram ainda que ele portava um aparelho celular de propriedade de sua irmã, moradora do estado do Espírito Santo.

O Conselho Tutelar foi acionado para intervir na ocorrência. O menino foi entregue aos cuidados de uma conselheira de plantão e, posteriormente, encaminhado a uma instituição de acolhimento.

O homem foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), vinculada à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), para a formalização dos procedimentos legais.

A PCMG foi procurada para comentar as investigações do caso e ainda não respondeu. A Justiça informou que o caso continuará sendo acompanhado pela rede de proteção à infância.

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