O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) esteve presente, na terça-feira (5/5), no lançamento da campanha Maio Amarelo 2026, ocorrido em Brasília (DF). Com o lema No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas, a ação – liderada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) – enfatiza a segurança viária como uma prioridade nas políticas públicas.
Originado em 2011, a partir de uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU), o Maio Amarelo se firmou como um movimento global de conscientização. No território brasileiro, a campanha promove, ao longo do mês, ações conjugadas de educação e fiscalização.
Na cerimônia, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que reduzir a violência no trânsito requer uma transformação comportamental, amparada por políticas públicas bem articuladas. Ao recordar que mais de 6 mil indivíduos perderam a vida em rodovias federais em 2025, destacou que a responsabilidade é dividida entre o poder público e a coletividade.
O ministro argumentou que a união entre fiscalização e educação representa o método mais eficiente para conservar vidas. Nesse contexto, observou que a colaboração entre o MJSP e o Ministério da Educação (MEC) pode expandir o impacto das iniciativas, integrando o tema aos currículos escolares e reforçando a formação cidadã desde a infância.
“Ao aliar educação à fiscalização, conseguimos modificar comportamentos. Da mesma forma que o cinto de segurança virou um hábito, outras práticas, como o uso do capacete e a observância das normas, também podem ser adotadas pela população”, declarou.
Fiscalização reforçada e mudança cultural
Dentre as atividades planejadas para o período, figuram o incremento da fiscalização nas rodovias federais e a expansão de programas educativos. Ao explicar as orientações da campanha, o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, salientou a necessidade de romper com a banalização das mortes no trânsito. “Segurança viária significa assegurar que as pessoas finalizem seus percursos com proteção. O foco é resguardar vidas”, complementou.
Ele apontou que, a despeito dos progressos na infraestrutura, os índices de letalidade continuam altos, sobretudo devido ao comportamento dos motoristas, o que demanda uma atuação coordenada entre variados órgãos, como Detrans, Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, avaliou que a mudança envolve enfrentar questões culturais, a exemplo da resistência ao uso do capacete por motociclistas. Conforme ele, além da sensibilização, é preciso intensificar a fiscalização para assegurar a obediência às leis.
“Respeitar as normas de trânsito é um ato de civilidade e crucial para preservar vidas”, afirmou. O secretário finalizou destacando que o Maio Amarelo deve fomentar essa transformação, incentivando condutas responsáveis e o engajamento coletivo em prol da segurança viária.
A cerimônia, realizada na sede da PRF, assinalou o início da mobilização nacional por um trânsito mais protegido.







