O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou, na noite de quinta-feira (22), que a retirada do Brasil dos Brics é uma possibilidade caso o governo Lula preserve a atual linha diplomática. “Está em cima da mesa a saída do Brasil dos BRICS”, afirmou durante entrevista ao canal argentino Carajo Stream. Eduardo é irmão de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência que enfrenta Lula (PT) no segundo turno no domingo (25).
O que ele disse
Eduardo sustentou que o bloco pretende se contrapor aos Estados Unidos não apenas no campo econômico, mas também no cultural. Ele criticou a adesão do Irã ao grupo e afirmou que o país estaria bombardeando os Emirados Árabes Unidos, que igualmente integram o Brics — situação que considerou contraditória. Também repudiou a proposta de uma moeda comum entre os membros e a eventual diminuição do uso do dólar.
De acordo com ele, o Brasil tem condições de ser uma potência regional, mas não mundial, sem entrar em atrito com os Estados Unidos por pautas que Rússia e China não estariam defendendo: “Podemos ser uma potência regional, mas não mundial”. Eduardo acrescentou que uma eventual saída dependeria da condução da política externa e que, mesmo permanecendo no bloco, o país deveria adotar outra orientação.
Contexto
O Irã integra o grupo desde a expansão de 2024. Em março, depois de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país, Teerã retaliou nações do Golfo, e os Emirados condenaram a resposta iraniana, conforme a Deutsche Welle. O episódio evidenciou divergências dentro do bloco, que não divulgou nota conjunta sobre o conflito. Brasil, Rússia e China condenaram os ataques ao Irã.







