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Criado em 2007 por meio da resolução 62/122 da Assembleia Geral da ONU, o Programa Global de Divulgação sobre o Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas e a Escravidão fornece informações sobre os efeitos duradouros da escravidão nas sociedades atuais, bem como as contribuições históricas, culturais e sociais das populações africanas e afrodescendentes.
Conforme a UNESCO, cerca de 12,5 milhões de africanos e africanas foram deportados forçosamente através do comércio transatlântico de pessoas escravizadas entre os séculos 16 e 19. Deste total, estima-se que cerca de 5 milhões tenham sido levados ao Brasil, tornando-se o principal destino desse sistema de exploração humana nas Américas.
O Programa de Divulgação das Nações Unidas visa fortalecer o reconhecimento das repercussões históricas da escravidão e do racismo, promovendo pesquisas, educação pública e iniciativas de memória. A proposta também destaca histórias de resistência, liberdade e resiliência das pessoas escravizadas e de suas gerações subsequentes.
Um dos marcos centrais do Programa é a Arca do Retorno, um memorial permanente das Nações Unidas localizado na sede da ONU, em Nova Iorque. Este monumento homenageia as vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, ao mesmo tempo em que convida os visitantes a refletirem sobre os legados atuais do racismo e da discriminação.
O novo portal em português integra recursos educacionais, materiais multimídia e informações sobre ações das Nações Unidas pertinentes à promoção da igualdade racial, dos direitos humanos e da justiça histórica.
A página também ressalta o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, comemorado anualmente em 25 de março. A data proporciona uma oportunidade para homenagear as vítimas, reconhecer a resistência das pessoas escravizadas e mobilizar esforços globais contra o racismo, a discriminação racial e as desigualdades persistentes.
Na sua mensagem para essa data internacional, o secretário-geral António Guterres afirmou:
“O tráfico transatlântico de pessoas escravizadas constituiu um crime contra a humanidade que feriu a dignidade humana, separou famílias e devastou comunidades.”
Em sua mensagem para o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março de 2026, o secretário-geral alertou:
“O antigo veneno do racismo permanece ativo em todas as comunidades, sociedades, países e regiões do mundo. O racismo persiste como parte do legado da colonização, da escravidão e da opressão, que impulsionam muitos dos desafios que enfrentamos hoje – desde desigualdades econômicas, sociais e políticas, até práticas discriminatórias e conflitos diretos.”
Com a disponibilização dessa página em português, as Nações Unidas reafirmam seu compromisso com a preservação da memória histórica, promoção da verdade e da justiça, além de combater o racismo em todas as suas formas. A iniciativa visa expandir o acesso à informação para milhões de falantes de português em todo o mundo e reforçar a compreensão sobre os legados da escravidão, bem como a necessidade de se construir sociedades mais inclusivas e justas, fundamentadas nos direitos humanos.
Para mais informações, acesse a nova página em https://www.un.org/pt/rememberslavery
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