Jalapão superou gigantes do turismo e virou febre no Brasil

O Jalapão, localizado no Tocantins, ultrapassou destinos como a Chapada Diamantina (BA), Pirenópolis (GO) e Bonito (MS), tornando-se o principal polo de ecoturismo no país.

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De acordo com um levantamento da Bulbe Energia, realizado entre maio de 2025 e março de 2026, a região registrou mais de 116 mil pesquisas mensais no Google.

Esse resultado coloca o Jalapão à frente de importantes referências do turismo brasileiro, como a Chapada Diamantina (BA), com 113 mil buscas, Pirenópolis (GO), com 111 mil, e Bonito (MS), que teve 109 mil acessos mensais.

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O fenômeno mágico dos fervedouros

A atração principal da área são os fervedouros: nascentes de rios subterrâneos que formam piscinas naturais onde é impossível afundar.

Esse fenômeno, conhecido como ressurgência, acontece porque a água atinge camadas profundas e sobe com uma pressão tão intensa que mantém o corpo humano em flutuação total.

Entre os mais de cem fervedouros existentes, destacam-se:

Bela Vista

Buriti

Dunas e cachoeiras no Jalapão

As Dunas do Jalapão são um ponto obrigatório. Elas foram moldadas pela erosão das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo.

O melhor horário para visitá-las é no fim da tarde, quando a areia adquire um tom dourado intenso, criando um cenário paradisíaco para fotografias.

Para quem procura adrenalina, a Cachoeira da Velha apresenta a maior queda d’água da região, onde é possível praticar rafting nas águas do Rio Novo.

O “Ouro” do cerrado e a herança quilombola

Além das paisagens, o Jalapão é um território de resistência quilombola.

Lá nasce o Capim Dourado, uma planta sempre-viva que só pode ser colhida entre setembro e novembro para assegurar sua preservação.

A técnica de trançar as hastes douradas com fibra de buriti foi transmitida pelos índios Xerente aos moradores da comunidade Mumbuca por volta de 1920.

Atualmente, esse artesanato constitui a base da identidade e do sustento de famílias em comunidades como Mumbuca, Carrapato e Formiga.

Como chegar e quando ir

O acesso ao Jalapão não é para principiantes; a região fica aproximadamente 300 km de Palmas e requer veículos com tração 4×4.

As estradas são em sua maioria de areia fofa, o que torna a contratação de agências locais a alternativa mais segura para evitar atoleiros.

A melhor época para visitar é de maio a setembro (estação seca), quando as águas estão mais cristalinas e as estradas transitáveis.

Já em janeiro, no auge das chuvas, alguns pontos turísticos podem ficar inacessíveis e a água, turva.

Vale lembrar que é preciso levar dinheiro em espécie, pois o sinal de internet é instável e muitas comunidades não aceitam cartões.

Preservação e desafios locais

O crescimento do turismo traz visibilidade, mas também impõe desafios às comunidades tradicionais que lutam pela titulação de suas terras.

Muitos quilombolas enfrentam litígios territoriais com áreas de conservação ambiental, tentando equilibrar o uso da terra para subsistência com as regras dos parques.

Respeitar as normas de visitação é essencial para manter esse ecossistema frágil vivo para as próximas gerações.

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Redação
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