O novo power bank magnético com refrigeração líquida da Ugreen traz uma proposta inédita: na traseira do dispositivo há uma janela transparente, chamada Cyber Window, por onde é possível ver o líquido de arrefecimento circulando enquanto o celular recarrega.
Chamado de MagFlow Pro, o modelo foi apresentado na IFA 2026 no dia 4 e já está à venda na loja americana da Ugreen por US$ 149,99, cerca de R$ 769 em conversão direta. A empresa o anuncia como o primeiro do mundo com refrigeração líquida por microbomba.
O equipamento tem 10.000 mAh de capacidade, oferece 25 W sem fio pelo padrão Qi2.2 e 45 W pelo cabo USB-C embutido.
Como funciona o sistema CryoPulse?
A inspiração vem do universo dos computadores: uma microbomba faz o fluido circular pelo interior do aparelho, passando exatamente pelo ponto onde o calor nasce, em vez de esperar que ele se dissipe pelo plástico.
O circuito é complementado por uma folha de cobre com câmara de vapor, que espalha o calor antes de transferi-lo ao líquido, além de uma estrutura interna que isola a bateria da eletrônica de carga.
Segundo a Ugreen, esse conjunto mantém a superfície abaixo de 36 °C mesmo na potência máxima.
“A bomba leva o líquido direto até a fonte de calor.”
O controle da temperatura é importante na prática: um carregador sem fio reduz a própria velocidade quando aquece, para proteger a bateria. Manter a temperatura estável é o que permite sustentar os 25 W em vez de cair no meio do processo.
Ficha técnica do power bank Ugreen MagFlow Pro
| Item | Especificação |
|---|---|
| Capacidade | 10.000 mAh |
| Sem fio | Qi2.2, até 25 W |
| Com cabo | 45 W de saída pelo USB-C embutido |
| Recarga | Até 30 W de entrada |
| Portas | Duas USB-C, até três aparelhos ao mesmo tempo |
| Refrigeração | CryoPulse, microbomba com folha de cobre |
| Tela | LCD com nível, ciclos, potência e estado da refrigeração |
| Durabilidade | Acima de 80% da saúde após 800 ciclos |
| Preço | US$ 149,99, com 20% de desconto de estreia |
Nos testes divulgados pela fabricante, o aparelho levou um iPhone 17 Pro Max de 0% a 50% em 40 minutos no carregamento sem fio, rendeu 1,36 carga completa nesse mesmo modelo e chegou a 2,03 cargas em um iPhone 17 Air, que tem bateria bem menor.

Sobre segurança, a Ugreen afirma usar células da ATL com treze camadas de proteção e diz que o conjunto passou por testes de esmagamento, perfuração por agulha e exposição a 140 °C. São verificações de praxe em baterias de lítio, que ganham ainda mais importância em um aparelho que carrega líquido e inclui uma peça móvel em seu interior.
O desconto de estreia reduz o valor para US$ 119,99, aproximadamente R$ 615. Nenhuma dessas conversões inclui imposto brasileiro ou taxa de importação, servindo apenas para dimensionar o custo, jamais para prever o preço de prateleira.
Os outros dois carregadores da linha MagFlow
| Produto | Refrigeração | Preço nos EUA |
|---|---|---|
| MagFlow Pro, 10.000 mAh | Microbomba com líquido | US$ 149,99 |
| Suporte 3 em 1 | Pastilha Peltier com ventoinha de até 15 dB | US$ 159,99 |
| Dobrável 2 em 1 | Regulação passiva, sem peça móvel | US$ 59,99 |
É interessante notar como a mesma família resolve o mesmo problema de três maneiras. São três soluções térmicas distintas: o suporte de mesa carrega iPhone, relógio e fones juntos, leva o iPhone 17 Pro Max a 50% em 26 minutos e enche um Apple Watch Series 11 em 19 minutos.

Já o modelo dobrável tem 60 x 72 x 27 milímetros quando fechado, entrega 25 W ao celular e 5 W aos fones. Na Europa, os preços divulgados pela Ugreen são de € 119,99, € 139,99 e € 49,99, na mesma ordem da tabela.
Um preço salgado
A própria Ugreen entrega o parâmetro para avaliar o preço: a marca vende o MagFlow Air, também de 10.000 mAh e magnético, porém sem refrigeração líquida e com 15 W em vez de 25 W, por US$ 79,99.
Cerca de US$ 70 separam os dois modelos, perto de R$ 359 na cotação atual. É o que custam 10 W extras e a possibilidade de ver o fluido circulando. Como a bomba é uma peça móvel, ninguém deve abrir um acessório desse tipo para consertá-la quando ela parar.
Para o Brasil, ainda não há preço nem data de chegada, embora a marca venda no país com loja oficial na Amazon, no Mercado Livre e na Shopee. A pergunta que fica é: valeria a pena pagar o dobro por um carregador que não esquenta?
Fonte(s): Ugreen, loja da Ugreen e 9to5Toys.






