Fóssil revela nova espécie no RS

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Brasil, identificaram uma nova espécie de réptil que habitou a região há aproximadamente 230 milhões de anos, no território que atualmente corresponde ao Rio Grande do Sul. A identificação partiu de um crânio fossilizado descoberto no município de Agudo, uma área reconhecida pela alta densidade de fósseis do período Triássico.

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Conforme relatado, a espécie recebeu o nome de Isodapedon varzealis e integra o grupo dos rincossauros, répteis herbívoros que viveram antes da era de domínio dos dinossauros.

A remoção do crânio da rocha demandou o emprego de instrumentos delicados, devido à sua fragilidade. Esse cuidado permitiu a preservação das estruturas anatômicas, viabilizando um exame minucioso. O estudo mostrou que traços do maxilar e da mandíbula se distinguem dos observados em outros rincossauros, indicando que o fóssil representa uma espécie inédita.

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A partir da análise, foi possível calcular que o animal media entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. Sua cabeça possuía um formato triangular e um bico afiado, parecido com o dos papagaios contemporâneos. Essa característica provavelmente ajudava na alimentação, possibilitando cortar plantas ou cavar o solo para encontrar raízes e tubérculos.

Os cientistas também detectaram um parentesco com espécies descobertas no continente europeu, como o Hyperodapedon gordoni, o que aponta para uma ampla distribuição desses animais durante o Triássico. Com a nova descoberta, o total de rincossauros dessa era geológica encontrados no Brasil sobe para seis.

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