O presidente Donald Trump divulgou sua programação oficial de compromissos nos Estados Unidos sem qualquer indicação de um encontro com o senador Flávio Bolsonaro. A ausência do nome do parlamentar na lista de atividades gerou incertezas entre aliados do político brasileiro.
Pessoas próximas ao bolsonarismo informaram que a expectativa é conseguir ao menos um registro fotográfico de Flávio ao lado de Trump, o que poderia representar um importante ativo político neste período de dificuldades. O senador enfrenta desgaste após a divulgação de diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e, de acordo com aliados, teria a previsão de ser recebido nesta terça-feira. No entanto, além de não figurar na agenda oficial, o compromisso não foi confirmado pela Casa Branca.
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Um interlocutor de Flávio que acompanha o assunto declarou que o pré-candidato “foi convidado” a comparecer à Casa Branca, mas não ofereceu mais informações. Já à CNN Brasil, correligionários do senador mencionaram a possibilidade de a reunião ser com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e não diretamente com Donald Trump. A articulação da agenda do presidenciável junto ao governo dos EUA é creditada a esforços de seu irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que reside nos Estados Unidos desde o ano passado e é alvo de investigações no Brasil.
Eduardo mantém vínculos com a facção mais radical e ideológica do trumpismo e intermediou ações envolvendo o país, como reação ao processo e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O blogueiro Paulo Figueiredo, parceiro do ex-deputado nas interlocuções com setores do governo americano, escreveu no X que Flávio “está em Washington DC para uma série de reuniões de alto nível”, mas preferiu não adiantar detalhes. “O resto, saberão em breve”, disse aos seguidores.
Até o início da manhã, Flávio não havia feito postagens sobre a viagem. Ao ser questionado pela BBC News Brasil no Aeroporto Internacional de Guarulhos, antes de embarcar para os EUA, ele afirmou que não poderia revelar detalhes da agenda com representantes do governo americano e que a orientação era “não falar nada antes de a reunião acontecer”. Procurada, a campanha do PL também preferiu não se pronunciar.
Na última quinta-feira (21), ao ser abordado por jornalistas em Brasília, Flávio respondeu com ironia, em inglês, negando ter solicitado a agenda ao governo dos EUA. “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”, declarou.







