A Netflix revelou ter investido US$ 135 bilhões ao longo da última década em filmes e séries produzidos em mais de 50 nações. Esse montante representa aportes mundiais em conteúdo original.
As produções geraram trabalho para mais de 425 mil profissionais, além de centenas de milhares de figurantes e diaristas, e mobilizaram centenas de fornecedores, que variam de serviços de alimentação a consultorias especializadas em história.
O comunicado integra o portal Efeito Netflix, plataforma criada pela companhia para destacar o impacto econômico de suas atividades regionais.
Cenário de mercado e concorrência
A Netflix tem adotado uma postura agressiva após críticas de Hollywood relacionadas à sua tentativa de adquirir a Warner Bros, grande operadora de TV por assinatura.
Em fevereiro, a empresa desistiu da concorrência, enquanto a Warner Bros. passa por um processo de compra pela Paramount Skydance, conforme fontes indicam.
No início deste mês, a companhia anunciou a maior exibição exclusiva de um filme nas salas de cinema, ampliando o período para quase dois meses.
Tradicionalmente, a Netflix disponibiliza filmes por temporadas restritas em poucos cinemas para habilitar premiações, estratégia que ainda persiste em algumas situações.
Além do emprego direto mencionado, a estratégia de conteúdo gera efeitos indiretos na economia regional.
A Coreia do Sul registrou um crescimento de 25% nas reservas de bilhetes aéreos, conforme a Netflix, relacionado ao lançamento de um filme. O Duolingo reportou alta de 22% nas inscrições para o curso de coreano.
Tais números fortalecem a interpretação de que o conteúdo da plataforma dinamiza setores como turismo, educação de idiomas e prestação de serviços locais.






