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“Cante um samba na universidade” recebe Zé Renato para noite de clássicos na Ufes

Na noite desta terça-feira (8), o projeto “Cante um samba na universidade” terá um convidado ilustre: o cantor e compositor Zé Renato. A partir das 20 horas, o Teatro Universitário da Ufes, em Vitória, será palco para uma apresentação que traz um repertório repleto de clássicos do gênero, desde canções de Paulinho da Viola até Noel Rosa. Este evento especial também contará com a participação do músico e idealizador da iniciativa, Chico Alves.

Os ingressos para este espetáculo estão disponíveis pelo valor de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), e podem ser adquiridos tanto pelo site Le Billet quanto na bilheteria do teatro, somente nesta terça-feira, das 14h às 19h.

O projeto, que é fruto da Secretaria de Cultura da Ufes (Secult) e tem curadoria de Chico Alves, traz sambistas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo para o Teatro Universitário todas as primeiras terças-feiras de cada mês. Desde o mês de maio, o público tem preenchido o espaço para vivenciar apresentações de artistas como Moacyr Luz, Sol Pessoa, Toninho Geraes, Micheli Montalvão, Zé Luiz do Império e Elaine Vieira.

Nascido em Vitória, Zé Renato migrou para o Rio de Janeiro ainda jovem, e lá se juntou ao quarteto vocal e instrumental Boca Livre, um dos grupos mais renomados da Música Popular Brasileira. Com uma trajetória que abrangeu de 1978 até 2021, a banda marcou o cenário musical nacional com suas composições e interpretações de artistas consagrados.

Paralelamente ao trabalho com o quarteto, Zé Renato explorou diversos estilos musicais e colaborou com diversos parceiros, inclusive fazendo reinterpretações de músicas de renomados sambistas em sua carreira solo, como Zé Keti. Ele relembra sua infância em Vitória e compartilha que o samba era uma constante “trilha sonora básica” em sua casa.

“De forma inconsciente, minha base musical foi construída através dos discos que eu ouvia junto com meus pais”, ele afirma. “Meu pai era jornalista e frequentava os círculos noturnos cariocas, sendo amigo de figuras como Silvio Caldas, Aracy de Almeida e Cartola. Isso naturalmente levou a um repertório predominantemente composto por sambas e serestas nas festas e audições familiares”, relembra.

Encontros e Adaptações

Como um músico prolífico desde o início de sua carreira, Zé Renato teve que se adaptar à pausa forçada nos palcos durante a pandemia de covid-19. Com as apresentações ao vivo impossibilitadas, ele buscou refúgio em apresentações online e concentrou-se na sua relação com o violão. “Honestamente, não sei como teria enfrentado essa situação sem um instrumento para aliviar a tensão que todos estávamos vivendo”, ele compartilha.

Desse período emergiram novas colaborações e gravações com outros artistas que também foram impactados pelo isolamento social, como Monica Salmaso, Jacques Morelembaum e Joyce Moreno. “Minha carreira foi construída através de encontros com amigos, parceiros musicais e o público. A mudança brusca nessa dinâmica trouxe desafios que dificilmente serão completamente superados. No entanto, felizmente, estamos conseguindo, aos poucos, retornar às condições que conhecíamos, gravando e voltando a contar com o público próximo de nós”, diz ele.

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