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Miss Universo 2022: Brasileira vai bem na preliminar

No começo da madrugada desta quinta (12), aconteceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos, a etapa preliminar da 71ª edição do Miss Universo. Essa fase é considerada o momento mais importante do concurso, pois é quando os jurados escolhem de fato as finalistas que vão brigar pela coroa no show da final, que será neste sábado (14).

As 86 candidatas desfilaram de biquíni, vestido de gala e traje típico, para um júri —desta vez formado 100% por mulheres— e para uma plateia bastante animada. Quem decidiu pela bancada feminina foi a empresária tailandesa Anne Jakrajutatip, a bilionária transgênero que comprou o concurso em outubro passado. Ao chegar no teatro, a empresária foi cercada por um grande grupo de fãs que queriam tirar uma foto com ela.

Cerca de um terço das cadeiras do auditório do New Orleans Ernest N. Morial Convention Center, localizado no centro financeiro da cidade, estava ocupada por diretores nacionais dos concursos que elegeram as participantes deste ano, além de fãs de concursos de beleza e familiares das candidatas. O resto estava vazio.

Entre os espectadores, estavam os parentes da capixaba Mia Mamede, 27, que foram torcer pela representante do Brasil neste ano. De bandeirinha nas mãos, eles estavam ansiosos aguardando pela entrada dela no palco. “Ela vai arrasar!”, disse uma das parentes do grupo, ao lado do pai, mãe e irmão de Mia.

E, então, se acendeu o cenário colorido, remetendo ao Mardi Gras (o carnaval de Nova Orleans), com um fundo repleto de luzinhas simulando o universo estrelado. Na sequência, entraram as duas apresentadoras da noite, uma delas a indiana Harnaaz Sandhu, atual Miss Universo, levando o público a fazer barulho e mostrar presença.

Conforme as candidatas entravam, uma a uma, foi possível identificar forte torcida, entre outras, para as misses de México, República Dominicana, Tailândia, Estados Unidos, Filipinas e, claro, Venezuela —este último, maior país latino vencedor, com sete coroas.

MISS LACRAÇÃO

Para além da torcida, era possível perceber expressões de admiração e excitação quando as misses faziam uma entrada impactante no palco. Seja com um vestido bufante, cuja forma se transformava, ou com um pivô perfeito no desfile de biquíni, o que o fã de miss quer ver no palco é “lacração”.

“Eles adoram uma miss que entrega performance”, comentou a diretora do Miss Universo Brasil, Marthina Brandt, que observava atenta o desenrolar do evento. Apesar da aparente tranquilidade, era notável que ela estava ansiosa para ver o desempenho da brasileira e de suas concorrentes.

Mia, por sua vez, demonstrou confiança e técnica em suas quatro aparições: a primeira com um vestido rosa de miçangas, a segunda de biquíni e capas azuis, seguido do vestido de gala prateado brilhante com tons de rosa e, por fim, com o traje típico inspirado na lenda da sereia Iara.

“Vamos ver o que estão falando”, disse Marthina, abrindo o celular para checar os perfis oficiais do Miss Brasil nas redes sociais. “A repercussão está positiva”, comentou com um certo alívio no olhar.

Chamaram também a atenção dos presentes, entre outros: a barriguinha trincada da Miss Austrália; o look da Miss Bahrein, com um vestido prata e de capuz cobrindo a cabeça; a homenagem da Miss Espanha para Angela Ponce, sua antecessora de 2018, que é uma mulher trans; as participações da Miss Ucrânia, remetendo à guerra em seu país, assim como o silêncio da plateia nas entradas da Miss Rússia, pelo mesmo motivo.

Assistir ao show ao vivo, presencialmente, é, sem dúvidas, uma experiência diferente da televisionada. E acompanhar a preliminar de perto torna possível ver as reações do júri técnico, que, no fim das contas, é quem vai entregar os valiosos nomes das finalistas para o júri artístico decidir quem leva a coroa.

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